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sábado, 30 de abril de 2011

Moda gay em praça pública

 
Árvores, fonte, um coreto ao fundo...
e as gay chegando pra invadir sua praça!!

Se você é de Campinas, com certeza já sabe: A top drag queen Lohren Beauty acaba de montar um showroom da lojinha virtual dela - ANUANUA - ali no Largo do Pará, com artigos GLS. Se quiser conhecer, a inauguração vai ser das 8h às 17h, em frente à fonte do Largo do Pará.

É a primeira lojinha gay de Campinas e vai vender camisetas, saias, bolsas e acessórios, tudo feito pela Lohren.

Lohren Beauty, desmontada, na pré-estreia da barraca

Também é o único lugar de Campinas onde você encontra tudo do arco-íris: pulseirinhas, colares, brincos, chaveiros, guarda-chuvas, bandeiras etc. Tudo trabalhado no rainbow!

Quem tem orgulho compra!!

Uma dica: A lojinha vai vender com exclusividade as camisetas da grife Veado Na Pista, criada especialmente para o público gay! Você não encontra em nenhum outro lugar, só lá! =D
 
Veado Na Pista: pra SE JOGAR na frente dos carros!!
 
Vai funcionar toda sexta e sábado e apesar dela já ter ido lá hoje, no sábado é que vai rolar O Coquetel de inauguração, com som, show de drags e um espumante babadeiro. Repetindo, vai ser das 8h às 17h, em frente à fonte do Largo do Pará, e os shows devem rolar às 10h, 13h e 16h.

"Rycas!!"

Apareçam!! =D

Quem quiser ver mais fotinhos da pré-estreia da lojinha da Lohren, é só clicar no link.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Travestis Adolescentes - Nota oficial do E-JOVEM

GRUPO E-JOVEM
de Adolescentes Gays, Lésbicas e Aliados

Nota Oficial do GRUPO E-JOVEM

Foi com muita consternação que o GRUPO E-JOVEM de Adolescentes Gays, Lésbicas e Aliados recebeu as notícias, recentemente veiculadas pelo Jornal Nacional, da Rede Globo, e pelo jornal Folha de S.Paulo, acerca de um grupo de travestis adolescentes de Belém (PA) que estavam sendo sexualmente exploradas em São Paulo (SP).

É notório que o destino de travestis jovens expatriadas geralmente seja cair na mão de cafetinas inescrupulosas, que as mantêm em estado de escravidão. Essa rede ‘descoberta’ em SP não é a única. São milhares de travestis vivendo dessa forma, em todos os grandes centros do país.

Ainda que seja louvável a preocupação com as adolescentes, a maioria entre 14 e 17 anos e que foram encaminhadas de volta às suas famílias, o simples ‘repatriamento’ dessas meninas trans não é a solução. Como mostra a reportagem “Sonhos de Belém”, publicada na Folha em 7/02/2011, muitas não possuem vínculos familiares e as que possuem com certeza enfrentam rejeição devido às suas orientações sexuais e identidades de gênero. Traduzindo: suas famílias não as aceitam como travestis, não apoiam as mudanças em seus corpos e, geralmente de forma violenta, contribuem para o rompimento do vínculo familiar.

Sim, elas vão voltar para São Paulo. E mais virão. Elas querem ir ao shopping montadas e serem bem atendidas pelo SUS. E elas têm esse direito, de buscar a felicidade, seja em Belém ou em São Paulo.

Como a única rede nacional integralmente dedicada ao movimento jovem LGBT, EXIGIMOS que o Estado ofereça as garantias necessárias de Saúde, Segurança e Assistência Social para que essas adolescentes não precisem fugir de suas realidades para terem seus direitos garantidos. É preciso ensinar essas famílias a conviver com a diversidade e a reconhecer suas filhas.

E, caso elas queiram realmente ir para São Paulo ou qualquer outro lugar, é preciso garantir que sejam bem recebidas e tenham seus direitos garantidos lá também – como cidadãos e cidadãs brasileiras que são, sem que a solução seja simplisticamente devolvê-las a famílias que as violentam.

O GRUPO E-JOVEM, através de seus núcleos em Belém e São Paulo, acompanhará de perto esse caso, dará apoio à esas meninas e buscará diligentemente tais garantias das autoridades competentes.

Esperamos que o Centro de Referência, Prevenção e Combate a Homofobia da Defensoria Pública do Estado do Pará, o Centro de Referência da Diversidade da cidade de São Paulo e a Coordenação de Políticas para a Diversidade Sexual do Estado de São Paulo sejam sensíveis a essas demandas. E aos desejos de Pamelas, Daianys, Natashas, Jessicas, Michellys e Samanthas.

Atenciosamente,

Chesller Moreira/Lohren Beauty, presidente nacional do Grupo E-jovem
grupo@e-jovem.com; (19) 9341-3764

Wander Júnior, presidente do Grupo E-jovem em São Paulo
wanderjunior.bs@hotmail.com

Daniel Prestes, presidente do Grupo E-jovem em Belém
e.belem@hotmail.com


Campinas, 7 de fevereiro de 2011
Sonhos de Belém
Sete travestis adolescentes do Pará que se prostituíam na capital paulista são resgatados pela polícia, mas já dizem que vão voltar a SP


ELIANE TRINDADE
DE SÃO PAULO


Eles têm entre 14 e 17 anos, nasceram em Belém (PA) e chegaram a São Paulo com documentos falsos e duas certezas: a de que iriam ganhar a vida como travestis e juntar dinheiro para fazer implante de silicone nos seios.

O sonho dos sete garotos foi interrompido por uma ação policial na última quarta-feira. "Eu tava tomando banho, o policial bateu na porta, eu abri e ele foi logo dando porrada na minha cabeça", conta Pamela, 17.

Em São Paulo desde agosto, ela foi descoberta, com as outras seis colegas, numa casa no Cambuci, onde pagavam uma diária de R$ 30 para dormir e comer. Os nomes são fictícios.

Cinco dos travestis adolescentes já voltaram para Belém no sábado, depois de serem ouvidos pelo Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas do Estado. "As autoridades paraenses foram acionadas para recebê-las e encaminhá-las de volta às famílias", afirma a secretária de Justiça de São Paulo, Eloisa de Sousa Arruda.


Duas delas estão ameaçadas de morte. É o caso de Daiany, 14, cuja família denunciou o esquema de exploração sexual que resultou na prisão de 80 travestis.


"Se ela voltar para Belém ou ficar vão acabar com ela", diz Pamela, sobre a amiga que está em SP há 15 dias.


A capital era uma descoberta. "Aqui a gente pode andar de ônibus e ir ao shopping sem ser xingada", diz Daiany. Mas também convivia com o espectro da violência. "Nunca se sabe se o cliente é psicopata ou se vai dar o cano." Já levou porrada e calote. Diz se defender com o salto das sandálias altíssimas sobre as quais oferecia seu corpo delicado na avenida Indianópolis.


MEIA-NOITE?
Todos os dias, o grupo de novatas fazia tudo sempre igual. "A gente tinha que sair de casa até as 20h e só podia voltar a partir das 5h", relata Natasha, rosto infantil bem maquiado, voz anasalada.


Por volta das 13h, a turma era acordada pela cozinheira para o almoço. "Dormia o dia inteiro. É muito cansativo", diz Jessica, 15. E lucrativo. "Quanto mais nova e magrinha, melhor", afirma Michelly", 15. O preço por programa varia de R$ 80 (no carro) a R$ 120 (no hotel). "Em uma noite boa, dava para voltar com R$ 400 no bolso."


Sem vínculos familiares, todas declararam que vão voltar. "É só o tempo de chegar a Belém, arrumar os R$ 300 da passagem de ônibus e encarar dois dias de viagem", diz Samantha, 17.


Em São Paulo desde novembro, ela foi submetida a uma cirurgia para mudança de sexo. Diz que mentiu a idade e fez a operação pelo SUS. "Ainda dói", conta ela, que toma hormônio feminino desde os nove anos.


A promotora Eliana Vendramini acompanha os casos e diz que é preciso refletir sobre as vidas destes adolescentes. "As famílias, a sociedade e o próprio Estado precisam aprender a lidar com a diversidade sexual", diz.


GRUPO E-JOVEM de Adolescentes Gays, Lésbicas e Aliados
www.e-jovem.com – grupo@e-jovem.com
R. José Camargo, 382 – Campinas/SP – 13040-074
Tel.: (19) 3307-3764 / 9341-3764

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Escola gay pretende instalar câmeras para evitar ataques

Publicada em 10/11/2010
no jornal Correio Popular, de Campinas (SP)

Cidades
Escola gay pretende instalar câmeras para evitar ataques

CHESLLER MOREIRA, presidente da Escola Jovem LGBT,
mostra os restos de uma garrafa jogada contra a porta de vidro da escola


Depois do segundo ataque em menos de um mês, a Escola Jovem LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transsexuais), de Campinas, pretende instalar câmeras na instituição para inibir as ações criminosas. O último ataque ocorreu na noite de segunda-feira, quando uma pessoa não identificada jogou uma garrafa de Cidra contra uma porta de vidro. Em outubro, a instituição foi vítima de apedrejamento. Não houve feridos em nenhum dos casos.

Segundo o presidente e idealizador da Escola Jovem de Campinas, Chesller Moreira, os ataques têm ligação direta com homofobia. “Com certeza, foi esse o motivo. Nunca tivemos problemas com a vizinhança, mas a E-Jovem traz algumas questões que de certa forma ‘ferem’ a moral e os bons costumes de algumas pessoas”, afirma. Os coordenadores da instituição vão registrar um boletim de ocorrência e pretendem instalar câmeras no local. “É um dinheiro que vai sair do nosso bolso, mas que vai ajudar a identificar os autores”, disse. A escola também pretende realizar trabalhos de conscientização sobre homofobia. “Temos a intenção de realizar uma palestra sobre homofobia em uma escola vizinha. Esse episódio me deu mais ânimo para promover ações de conscientização”, disse.

Para Paulo Reis, coordenador de políticas para diversidade sexual da Prefeitura de Campinas, os ataques são fruto da intolerância contra a população LGBT. “É sabido que essa população faz parte de um grupo muito vulnerável”, afirma. Reis orienta que o grupo ou a pessoa que for vítima de violência deve registrar um boletim de ocorrência e procurar o Centro de Referência LGBT para que o caso seja acompanhado. “O nosso objetivo é não deixar que o caso fique sem solução”. (AAN)



sábado, 23 de outubro de 2010

UJS/Campinas e E-CAMP: Juventude #NaRuaComDilma

Chesller Moreira, presidente da UJS/Campinas,
e Vinícius Saraiva, diretor do E-CAMP

Na última quinta-feira, 21, os movimentos sociais de Campinas uniram-se para mostrar, nas ruas da cidade, a força de quem está com Dilma. Jovens, mulheres, idosos, gays, agentes de saúde e membros dos mais diversos movimentos populares concentraram-se na Estação cultura e tomaram a 13 de Maio até o Largo da Catedral.


Chesller Moreira, presidente nacional do E-jovem, estava lá representando a União da Juventude Socialista, da qual também em presidente, em Campinas. "O mais legal dessas caminhadas de apoio à Dilma é ver a cara do povo. É povo mesmo, gente comum, que a gente encontra no nosso dia a dia. Não é militância paga nem playboyzinho filhinho de papai que só faz campanha de carro chique," desabafou Chesller.

Binho Silva, batendo panela:
"Eu quero ver mulher presidente da Nação"

Ao seu lado, o preesidente do Grêmio Pirata, de Hortolândia, Binho Silva, batia numa panela com adesivos de Dilma. "Lugar de mulher não é mais no fogão, eu quero ver mulher presidente da Nação!", entoava o estudante. Binho, que é vice-presidente da UJS/Campinas, é um dos responsáveis pela campanha "Eu também tô com Dilma", lançada esta semana.

A bandeira do arco-íris foi empunhada na caminhada por Vinícius Saraiva, também conhecida como Saraivetty, diretora de Saúde do E-CAMP, o Grupo E-jovem em Campinas. "É agooooooooooooraaaaaaaaaa!", soltava ele, usando seu bordão característico. "Quem é bonita vota Dilma!"  

Saraivetty: "Quem é bonita vota Dilma!"

Neste sábado todos voltam a se reunir no comitê "Juventude com Dilma", para definir as atividades da última semana de campanha.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Vai melhorar

Suicídios gays: no Brasil, 3 POR DIA

"Eu nem consigo imaginar o que é ser importunado apenas por ser gay. Deve ser duro. Mas acredite, vai melhorar."

Quem disse essas palavras foi o presidente dos EUA, Barack Obama, hoje. O vídeo foi gravado como parte de uma campanha, "It Gets Better", destinada a alertar a sociedade americana para o dramático problema do bullying - principalmente contra adolescentes e jovens homossexuais.

Aqui no Brasil, o assunto foi notícia no Jornal Nacional e com certeza vai repercutir, gerar algum debate por aqui. Veja a matéria:



Para o Grupo E-jovem, nada disso é novidade. Há anos que a gente vem divulgando que muitos jovens não resistem à pressão. São inúmeros os relatos que chegam até a gente, de jovens que estão pensando em se matar, ou que já tentaram ou que desistiram de se matar depois que acharam o nosso site ( e COMO é bom ouvir isso!). A propósito, o assunto foi tema de dois grandes artigos no site do grupo, "Genocídio gay" e "Assassinatos sociais". Recomendo a leitura. Lá, chegamos à conclusão, a partir de análises de situações semelhantes nos EUA e na Europa, que aproximadamente 3 adolescentes e jovens LGBT se matam por dia no Brasil.

Tomara mesmo que as mortes nos EUA levantem algum debate aqui. Há algum tempo, o programa Profissão Repórter, da Rede Globo, numa matéria sobre educação, topou sem querer com um caso de suicídio de adolescente gay. Mas a coisa passou batido.

Chega, né?

Vou dar um toque no Chesller pra que o E-jovem retome essa bandeira com mais força. Quem topa ajudar?

terça-feira, 11 de maio de 2010

O fim de semana do E-CAMP


Esse fim de semana foi pancadaria pura pro E-CAMP, o E-jovem aqui de Campinas. Eu não participo diretamente - a gurizada tomou conta completamente do negócio já -, mas muitas reuniões acontecem na casa da frente da minha e não tem como não acompanhar - afinal, meu maridex é o presidente da bagaça. =D

Com vocês, um gostinho do que rolou:

SEXTA-FEIRA
Dia de reunião ordinária do E-CAMP, na Escola Jovem LGBT. Na pauta, informes sobre a Parada, sobre a Marcha, sobre o Congresso da UJS, problemas com alguns membros do grupo e exposição dos coordenadores sobre suas respectivas áreas. Na foto, Saraivetty, coordenadora de Saúde, expõe os dados da última reunião entre o Programa Municipal de DST/Aids e as ongs aids de Campinas.

Saraivetty (mão): jovens estão se infectando mais


Após a reunião, a galera saiu pra panfletar no Sucão: no dia seguinte haveria um grande festival de juventude, onde ocorerria o Congresso da UJS, e o E-jovem, além de concorrer à direção, teria um estande e apresentaria vários shows.

Galera animada indo panfletar em escolas e nos points gays da cidade

SÁBADO
Sábado cedinho, galera se reuniu na Estação Cultura (uma antiga estação de trem) para montar o estande. O E-jovem ficou ao estrategicamente ao lado da UJS.

Muitas garotas pegaram dicas de maquiagem com as drags do E-CAMP

Só as bunitas: Chesller, presidente do E-jovem;
Denílson, diretor LGBT da UNE (e membro do E-jovem)
e Tuthu, diretor de secundas da UPES

Estande do E-jovem bombou o dia todo

À tardinha, lá pelas quatro horas, começou o Congresso da UJS, apresentado por Lohren Beauty. Na plateia, presença ilustre de Netinho de Paula, pré-candidato ao Senado pelo PCdoB (de azul, na primeira fila) e Gustavo Petta, pré-candidato à Câmara Federal, além do presidente do PCdoB, do ex-presidente do PT e de juventudes do PMDB e do PSB. Fora a galera da UJS, da UNE e da UPES, é claro!

Lohren apresentou todo o Congresso: mudança no formato

No final, elegemos a chapa da qual o E-jovem fazia parte - acho que nunca houve uma diretoria municipal daUJS com tantas drag queens na história da entidade!! =D

Galera da nova direção da UJS/Campinas

Ea presidente eleita, quem foi? Lohren Beauty, que já assume com a missão de mobilizar para os congressos estadual e nacional da UJS, além de reerguer a UCES (União Campineira de Estudantes).

Netinho e Lohren

Já à noite, show com as drags do E-CAMP, muitas recém eleitas diretoras da UJS!!

Jade, Karina Beauty, Lohren Beauty, Tuthu e Leona Lupon

Lohren abre o show

Dimmy Kier veio em seguida - aloca!!

DimmyKier no Congresso da UJS? Não!! É que depois do fervo todo na Estação Cultura, uma galera ainda foi esticar na PRIDE, que estava rcebendo a diva do BBB. Boate bombando, galera bonita se jogando, o sábado foi terminar só às 8 da manhã....

Lohren e Dicesar

DOMINGO
Domingo é dia de reunião do Projeto Galera E-jovem, que forma agentes jovens de saúde LGBT e também acontece na Escola Jovem (onde também é a sede do E-jovem em Campinas...). O tema desse domingo era Esportes e Homossexualidade.

Gay pode jogar bola? E travestis, em que time jogam?

Max Rodrigues, 14, coordenador geral do E-CAMP

Ficamos discutindo das 10h às 18h e depois a galera ainda saiu pros points gays da vida...

Eu fui me jogar na cama com o maridex, que tá de cama até hoje, com a garganta ruim... Vai abusar, vai!! =D

Só um pouco das pessoas e do dia a dia de uma ong de adolescentes e jovens LGBT... Aqueles mesmos que a Veja disse que não gostam de militar ou fazer parte de grupos... =P

Só ligados ao E-jovem, são mais de 20 grupos desses espalhados pelo Brasil.

beijo do Deco =]

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Governo de SP cria escola para jovens gays

Governo de SP cria escola para jovens gays
Coordenados pelo GRUPO E-JOVEM, cursos valorizarão a Cultura LGBT



Foi assinado nessa quarta-feira, 16, convênio entre o Governo do Estado de São Paulo e o Grupo E-jovem de Adolescentes Gays, Lésbicas e Aliados para a criação da Escola Jovem LGBT, a primeira do gênero no país. O objetivo da escola é valorizar e difundir a Cultura LGBT, em cursos que serão abertos a jovens hetero, homo e bissexuais já a partir de 2010.



“A escola é um Ponto de Cultura. O fato de os cursos serem abertos a todos e não só a jovens gays é parte da nossa estratégia de combate à homofobia,” explica Deco Ribeiro, apontado diretor da Escola Jovem LGBT. “Preconceito é ignorância. Para vencer isso, precisamos levar nossa arte, nossa expressão e nosso discurso a quem não nos conhece. Se a valorização da cultura negra é estratégia do movimento negro, assim como de vários povos e regiões, por que não valorizar a cultura LGBT?”



Na sede da escola, em Campinas, meninos e meninas da própria cidade e das regiões de Sorocaba, Grande São Paulo e da Baixada Santista terão aulas de criação de zines, criação de revistas, criação literária, dança, música, TV, cinema, teatro e performance drag, sempre com foco no jeito de ser e agir das lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros. O material produzido ao longo dos cursos, como CDs e DVDs, livros e revistas, peças de teatro e espetáculos de drag queens, circularão pelo estado e serão assistidos e distribuídos gratuitamente. Os jovens poderão concorrer ainda a bolsas de estudo.



“Pra quem está se descobrindo agora, é importante conhecer suas raízes,” afirma Chesller Moreira, presidente do Grupo E-jovem. “E mais importante ainda saber que é possível ser feliz sendo exatamente quem você é. O jovem ouve tanto por aí que ser gay é errado que ele fica sem referências positivas. Aqui ele vai poder descobrir que ser gay é legal, que ser travesti é legal, e que ele tem muito a oferecer à sociedade.”



Todo o projeto é financiado por um convênio firmado entre o Governo do Estado de São Paulo e o Ministério da Cultura, que tem por objetivo apoiar entidades que desenvolvem relevante papel na comunidade nas áreas de fomento, difusão, produção e formação cultural. O GRUPO E-JOVEM foi selecionado por meio de concurso público e foi a única entidade LGBT contemplada em SP.



As matrículas e inscrições para bolsas de estudo já estão abertas e as aulas devem começar em março de 2010. Os interessados devem escrever para escola@e-jovem.com ou ligar para os telefones (19) 3307-3764 / 9341-3764.


INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA:

Sobre a Escola Jovem LGBT:
Deco Ribeiro, Diretor – (19) 9136-1950