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sábado, 7 de maio de 2011

Aventuras do Movimento LGBT Paulista


Ontem foi dia cheio em São Paulo!! Representantes do movimento LGBT paulista se reuniram na Assembleia Legislativa para conversar sobre suas demandas. Quem convidou foi a deputada Leci Brandão (PCdoB/SP).


No primeiro plano, Bruno Campos, presidente do Grupo E-jovem Piracicaba e representante do Fórum da Juventude LGBT. Ao seu lado, Felipe, do coletivo LGBT da UJS e do E-Sampa. Ao fundo, Leci Brandão.


Leci resgatou um pouco de sua história como sambista e militante pelas causas das minorias. Reafirmou que seu gabinete está de portas abertas para receber o movimento e confirmou que vai lutar para rearticular a Frente Parlamentar LGBT na ALESP, celebrar os dias 17 de maio e 28 de junho e dar mais visibilidade à lei 10.948, que combate a homofobia no Estado de SP.


Logo depois, na Secretaria de Justiça de SP, tivemos reunão com a nova coordenadora de políticas LGBT do Estado de SP, Dra. Heloísa Alves. Foi a primeira vez que se reuniram as quatro grandes redes de militantes do estado: Fórum Paulista LGBT, Fórum Paulista da Juventude LGBT, Conexão Paulista e Fórum Paulista de Travestis e Transexuais. Na pauta, ônibus para a Marcha a Brasília, dia 18 agora.


Representantes das quatro redes reunidos na Coordenadoria LGBT de SP. Entre o Bruno e a Irina Bacci Bacci, a nova coordenadora, Dra. Heloísa.


Eu, Dra. Heloísa, Felipe (do E-jovem em Sampa), Bruno (do E-jovem Piracicaba) e Débora, chefe de gabinete da coordenadoria. O GRUPO E-JOVEM ficou responsável pela organização de um dos ônibus a Brasília, para a II Marcha contra a Homofobia.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Marcha contra homofobia reúne mais de mil pessoas em São Paulo

Movimento pede aprovação de projeto de lei que torna homofobia crime

Ministra Maria do Rosário, conselheira Lohren Beauty, senadora Marta Suplicy e o deputado Ivan Valente

A Avenida Paulista foi, na tarde deste sábado (19), mais uma vez palco da luta contra a homofobia, que já costuma ser lembrada anualmente na Parada Gay. Desta vez, de 800 a mil manifestantes, de acordo com a Polícia Militar, ou 2 mil, segundo os organizadores, marcharam pelo endereço para protestar contra atos de violência a homossexuais. O protesto, iniciado no final da avenida, terminou em frente ao número 777, onde no dia 14 de novembro um rapaz foi agredido com lâmpadas fluorescentes.

A manifestação, que também pediu a aprovação no Senado do projeto de lei que torna crime a discriminação contra homossexuais, idosos e portadores de deficiência física, contou com a presença da senadora Marta Suplicy (PT-SP), da conselheira Lohren Beauty, do Conselho Nacional de Combate à Discriminação, da ministra Maria do Rosário, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, e do deputado federal Ivan Valente (Psol-SP) (foto), além do também deputado federal Jean Wyllys (Psol-RJ) e do deputado estadual Carlos Giannazi (Psol-SP).

O deputado Jean Wyllys, Lohren Beauty e o deputado Ivan Valente

A senadora Marta Suplicy criticou a lentidão do Legislativo na aprovação de direitos a gays, lésbicas e travestis. Ela acredita que o projeto de lei (PLC 122/06), que o Senado desarquivou no último dia 8, deve ser aprovado pela Casa. "Nós vimos um retrocesso no Congresso nos últimos anos. O Legislativo tem se unido e se acovardado sobre essa questão e não vamos sossegar enquanto não abolirmos do Brasil atos de violência desse porte. Junto da sociedade civil vamos conseguir a aprovação do projeto", afirmou.

"A homofobia não age sozinha, ela vem junto do preconceito, e é também contra isso que devemos nos posicionar", disse o deputado federal Jean Wyllys (Psol-RJ), um dos representantes da causa gay no Congresso, que acredita ainda que a luta contra a homofobia deve ser pluripartidária.

Galera do E-JOVEM ajudou a ocupar a Paulista:
na foto, os meninos do E-PIRA

O historiador Augusto Patrini, 32 anos, um dos organizadores da marcha, afirmou que a bancada religiosa no Congresso tenta desqualificar o projeto de lei que, segundo ele, não se limita aos direitos de homossexuais, mas também aos deficientes e portadores de deficiência física. "Existe uma leitura errada do projeto e também má fé dos deputados da bancada conservadora, além dos demais parlamentares que não se posicionam claramente sobre a proposta. O que a gente pede é o mínimo, que é criminalização de atos contra as minorias ", disse.

Para a corretora de imóveis Luciana Turella Carpinelli, 44 anos, mãe de um jovem gay, manifestações como a deste sábado chamam a atenção da sociedade para a questão. "A única forma que eles têm hoje é se juntar para conseguir diminuir o preconceito. Eles não escolheram, eles nasceram gays. Meu filho nunca sofreu violência, mas é vítima de preconceito desde a adolescência".

Neste sábado, a ministra Maria do Rosário, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos do governo de Dilma Rousseff, lançou na capital paulista o selo Brasil Território Livre da Homofobia, que tem como objetivo divulgar o Disque Direitos Humanos (Disque 100) voltado para a comunidade LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros). A ministra participou de um trecho da marcha e disse que o governo trabalhará na garantia dos direitos humanos. "O Brasil deseja e o Brasil será um território livre de homofobia. Nós não aceitamos a homofobia", afirmou a ministra durante a passeata.

Lohren Beauty: "Disque 100 pode salvar a vida de adolescentes LGBT"

Para Lohren Beauty, conselheira do recém-criado Conselho Nacional de Combate à Discriminação, ligado à Presidência da República, esse serviço será muito importante para a juventude LGBT. "Poder ligar a qualquer hora do dia ou da noite, de qualquer cidade do interior do Brasil, e receber atenção e apoio ao seu sofrimento é algo que pode salvar a vida de adolescentes que sofrem homofobia," declarou a drag queen, que também é presidenta do Grupo E-jovem de Adolescentes Gays, Lésbicas e Aliados. "Muitas jovens lésbicas são abusadas dentro de casa, jovens travestis são escravizadas e submetidas ao tráfico de pessoas, agora elas têm para onde correr."

Desde janeiro, foram registradas 343 denúncias contra homossexuais, com 1.015 violações relacionadas. O maior número de casos foi de violência psicológica (42%), seguida de discriminação (25%), violência física (17%) e violência sexual (10%).

O Senado desarquivou no último dia 8 de fevereiro o Projeto de Lei da Câmara (PLC 122/06) que torna crime a discriminação de homossexuais, idosos e portadores de deficiência física. O PLC, popularmente conhecido como o projeto que criminaliza a homofobia, foi desarquivado após requerimento protocolado nesta pela senadora Marta Suplicy (PT-SP).

O projeto, que chegou ao Senado no final de 2006 e é cercado de bastante polêmica, já havia sido examinado pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) e será encaminhado agora à Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) e à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

(com informações do G1, Terra, Grupo E-jovem e Secretaria Especial de Direitos Humanos)

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

E-CAMP comemora o Dia da Visibilidade Travesti

Bruna, coordenadora de travestis adolescentes do E-CAMP

Nesse último dia 29, grupos de militância LGBT de todo o país celebraram o Dia da Visibilidade de Travestis e Transexuais, comemorado desde 2004, quando o Ministério da Saúde lançou pela primeira vez uma campanha voltada a este público, "Travesti e Respeito".

Aqui, a recém-eleita presidente do Grupo E-jovem em Campinas, Saraivetty Close Beauty, liderou a primeira atividade do seu mandato, distribuindo materiais da campanha do E-jovem “Sou Travesti, tenho Direito de Ser Quem Sou + Respeito + Cidadania”. "A campanha foi criada pelo Grupo E-jovem de Piracicaba, que mandou o material pra gente," contou Saraivetty. "Mas também vamos ditribuir fanzines da Escola Jovem LGBT e folders da coordenadoria de Políticas LGBT da prefeitura de Campinas"

A tropa: Saraivetty, Deco, Lohren e Bruna

"Não é porque a gente é travesti que somos automaticamente bagunça," afirmou Bruna Baby, coordenadora de travestis adolescentes do E-CAMP. "Travesti é respeito, sempre."

Bruna esclarecendo a população sobre o Dia das Travestis:
driblando o desconhecimento que leva ao preconceito

Saraivetty e Lohren Beauty assustando abordando a galera na 13 de Maio

Material da prefeitura também foi distribuído.
"Valeu Paulo Reis (coordenador de políticas LGBT)!!"

Galera recebe com atenção o material do E-jovem,
estampado por travestis que participam do grupo em Piracicaba

"Os dias de cada letrinha da sigla estão no calendário oficial do E-jovem e isso é uma forma de chamar atenção para cada segmento," explicou a presidenta nacional do E-jovem, Lohren Beauty, que ainda iria para Piracicaba comandar a festa da visibilidade travesti no dia 30.


Lohren Beauty veste Lohren Beauty: "Tááá, querida! Não deito!"

No final, Saraivetty era só alegria: essa foi sua primeira atividade como presidente do Grupo E-jovem em Campinas, já que ela foi eleita no final do ano. "Temos grandes planos, a Parada já vem aí e já retomaremos as atividades do E-CAMP na próxima semana!" Boa sorte, gurizada! =D

"Alegriaaaaaa!"

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

E-JOVEM de Piracicaba lança campanha “Sou Travesti, tenho Direito de Ser Quem Sou + Respeito + Cidadania”

29 de janeiro é o Dia da Visibilidade das Travestis
A data foi escolhida porque nela houve o lançamento oficial da campanha Travesti e Respeito, promovida pelo Programa Nacional de DST/AIDS do Ministério da Saúde em 2004

Neste dia 11 de janeiro, o Grupo E-Jovem de Adolescentes Gays, Lésbicas e Aliados de Piracicaba lançou em Piracicaba sua campanha“Sou Travesti, tenho Direito de Ser Quem Sou + Respeito + Cidadania”. Idealizada pelo E-PIRA, o E-jovem de Piracicaba, a campanha conta com cartazes, folders e ações específicas e teve apoio e parceria da Prefeitura Municipal de Piracicaba, que viabilizou o material.

"O objetivo é sensibilizar a sociedade na valorização das travestis e transexuais, resgatando a dignidade, o respeito e a cidadania, combatendo a transfobia, informando e orientando sobre DST/HIV/AIDS, as drogas e suas formas de prevenção," explica Felipe Bicudo, vice-presidente do E-Pira e responsável pela campanha. "Além disso, os meninos e meninas do E-jovem vão procurar ressaltar a importância das travestis e transexuais conhecerem seus direitos, resgatando sua auto-estima e incentivando o exercício da cidadania na busca pela inclusão social".

O material da campanha será distribuído por todos os Grupos E-jovens do país. Para solicitar, escreva para jovem.epira@gmail.com informando seu E-grupo e o endereço de envio. A campanha segue durante todo o mês de janeiro, até um grande evento em Piracicaba na noite do dia 28/01, com a presença da presidenta nacional do E-jovem Lohren Beauty. Mais informações no site do E-Pira: http://e-pira.blogspot.com/