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quinta-feira, 2 de junho de 2011

Revolução Gay

(contra-manifestação de apoio ao PLC 122 - Brasília-1/06/2011)
É ou não é a foto da semana?

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

O círculo da direita se fecha: teocracia, censura nas redações, ideologia do medo

Reproduzo abaixo excelente texto do blog do Rodrigo Vianna, ex-PiG (e, portanto, profundo conhecedor de suas entranhas):

O eleitor médio aceitará ser torturado pelo discurso
de fanáticos religiosos a serviço de Serra?



Com a generosa ajuda da velha mídia brasileira, e uma mãozinha da candidatura de Marina Silva, Serra conseguiu pautar a reta final do primeiro turno e o inicio do segundo turno com uma temática religiosa.


É um atraso gigantesco para o Brasil.

Parte dos apoiadores de Dilma acha que a campanha do PT deve fugir desse debate, recolher apoios de evangélicos e católicos, e rapidamente mudar de assunto.

Penso um pouco diferente.

É evidente que essa temática religiosa não é o que interessa para o Brasil. Mas se Serra escolheu o obscurantismo, é preciso mostrar isso à população. A esquerda, tantas e tantas vezes, foge dos enfrentamentos. Acho que desse enfrentamento não deveria fugir.

Por que ninguém do PT é capaz de dar uma resposta a Serra, deixando a Ciro Gomes a tarefa de pendurar o guiso no gato? Ciro disse -de forma muito apropriada - que o discurso de Serra é o caminho para um regime teocrático. Vejam:

(Ciro Gomes) “Por que o PSDB, que nasceu para ajudar a modernidade do País, resolveu agora advogar o Estado teocrático? O Serra tem de dizer que, na República que ele advoga, primeiro falam os aiatolás, e aí os políticos resolvem o que os aiatolás querem que seja feito.”

O Brasil, agora digo eu, precisa que se faça esse debate.

O Brasil precisa, também, comparar os resultados econômicos e sociais de FHC e Lula. Mas precisa de politização, precisa que se enfrente o pensamento conservador.

Essa é uma hora boa para desmascarar a intolerância religiosa.

Aliás, é preciso tomar cuidado ao associar “evangélicos”, apenas, a esse discurso intolerante. Não. Os ataques mais coordenados e mais perigosos partem da Igreja Católica.

É preciso – com muito cuidado e respeito pelos milhares de católicos e evangélicos que praticam a religião apenas para confortar suas almas, e para difundir o amor ao próximo – lembrar que já houve um tempo em que a religião mandava na política.

No Brasil Colonial, tivemos a Inquisição católica a prender, torturar e executar. A intolerância religiosa já matou muito – no mundo inteiro. Aprendemos isso na escola, ou deveríamos aprender (quem não se lembra da “Noite de São Bartolomeu”, na França, pode ler algo aqui).

Já que Serra quer travar esse debate, devemos pendurar o guiso no gato, e perguntar se o que ele quer é um Estado teocrático. É isso?

Do lado de Serra, certamente ficará muita gente. Mas tenho certeza que do outro lado ficará o que há de civilizado nesse nosso país.

Na Espanha, esse debate é travado nas eleições. O PP (partido conservador) tem uma parceria muito próxima com a Opus Dei e com o catolicismo mais reacionário. O PSOE (social-democrata) não tem medo de assumir a defesa de um Estado laico – respeitando as práticas religiosas.

O PSOE ganhou eleição prometendo união civil de homossexuais. A direita católica do PP realizou marchas com quase um milhão de pessoas, contra essa plataforma. Levou bispos e padres (de batina e tudo) para as ruas. O PP tentou intimidar o PSOE. O que fez a centro-esquerda? Travou o debate, resistiu, deu uma banana para o terrorismo religioso. E ganhou.

É preciso ter coragem.

O círculo da direita se fecha: ela tem as igrejas (algumas), ela tem a velha mídia, ela tem a prática da intolerância.

“A ideologia da direita é o medo”, já nos ensinava Simone de Beauvoir.

A intolerância e o medo é que levaram o “Estadão” (que, diga-se, abre espaços para a Opus Dei) a demitir Maria Rita Kehl por ter escrito um artigo que contraria a linha oficial de “somos Serra até a morte”.

Nas redações, não há espaço para dissenso. Quem levanta a cabeça tem a cabeça cortada.

“Folha” (que censura blogs), “Estadão” (que demite colunista), “Veja” (com seu esgoto jornalístico a céu aberto) e “Globo” (sob comando de Ali “não somos racistas” Kamel) são a armada a serviço desse contra-ataque conservador. Isso já está claro há muito tempo. Mas Lula parece ter minimizado essa articulação, e acreditado que enfrentaria tudo no gogó – sem politizar o debate. Não deu certo. É preciso enfrentamento, politização.

Esse é um combate que merecer ser travado. Para ganhar ou perder. E acho que temos toda chance de ganhar.

Até porque, se Serra ganhar com esse discurso de ódio, e com esses apoios (panfletos da TFP, reuniões no Clube Militar, pregação e intolerância religiosas), o país (empresários, trabalhadores, classe média) precisa saber que teremos uma nação conflagrada durante 4 anos.

Não dá pra fazer de conta que isso não está acontecendo.

Há espaço para uma centro-direita civilizada no Brasil? Claro. Mas essa direita que avança com Serra não merece respeito. Merece ser combatida, como fazem os espanhóis e como fez o Ciro Gomes.

Com coragem.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

NEM aborto, NEM Marina são importantes para o segundo turno

Passada a ressaca eleitoral (em SP, o campo progressista deixou de ganhar uma cadeira no Senado, perdeu o Governo e ainda assistiu Dilma ir para o segundo turno - pra não falar na maioria absoluta na Assembleia que Alckmin vai ter...), que venha o segundo turno.

E parece que regredimos 30 anos. Nesta mesma data, mas em 1979, acontecia passeata de 50 mil em Paris em defesa da descriminalização do aborto. Aqui no Brasil, em 2010, fica essa histeria dos boatos anti-Dilma no primeiro turno (engraçado que foi o Serra o único candidato que LEGALIZOU o aborto no Brasil, quando era ministro da Saúde em 1998) e todo mundo jurando que esse será O Grande Tema do segundo.

Bom, não vai ser. E eu explico por quê.

A boataria anti-aborto foi deflagrada por setores religiosos no finalzinho do primeiro turno e fez um monte de gente desesperada desistir de votar em Dilma. Só que esses votos não foram pra Serra. Foram pra Marina, uma candidata assumidamente evangélica, com um perfil, religiosamente falando, conservador. Porque os votos não foram pra Serra? Porque essas pessoas, religiosamente conservadoras, já não confiavam no Serra (e por isso estavam com a Dilma em primeiro lugar).

No segundo turno, no entanto, Marina não é uma opção. A escolha agora é Serra ou Dilma e, na cabeça dessa parcela religiosa, nenhum dos dois oferece certezas de que vai brecar o aborto. Então essa questão, aborto, cai por terra. É, na visão deles, uma escolha pelo "menos pior". Os votos dilmistas tendem a voltar pra Dilma sem muito esforço.

Marina
Agora vamos ver por que o apoio da Marina também NÃO É importante para o segundo turno.

Ora, a história de Marina no PV é muito recente. E o PV não é um partido que tem, nacionalmente, 20 milhões de votos. Basta ver a pouca votação que tiveram os deputados, senadores e governadores do PV. A grande "onda verde" alardeada pela imprensa se deu mais pelas pessoas assustadas pelos boatos e como uma forma de protesto à polarização do debate.

Ou seja, não são votos "da Marina". Não foram atraídos pelo charme e graça da candidata do PV e, principalmente, não dão a mínima pro apoio dela. Os verdes do Nordeste já estão com Dilma; os de SP e do Rio, com Serra; e por aí vai, regionalmente, cada um seguindo suas convicções. Por isso até que a Marina, que não é boba nem nada, deve acabar optando por permanecer oficialmente neutra no segundo turno (ainda que tudo leve a crer que, por uma questão de coerência política, no escurinho da urna ela acabe indo de Dilma).

No fundo, no fundo, sabemos para QUAL projeto Marina torce... =D

 
E outra: Se os "verdes" quizessem realmente que Serra ganhasse, teriam todos votado nele - e ele teria ganhado.

No entanto, Serra teve menos votos que a soma das abstenções, brancos e nulos (33 milhões x 34 milhões). A onda verde foi pouco maior que metade dessa onda branca de quem simplesmente não quis ou não pôde votar. Só as abstenções são maiores que os votos da Marina (20 milhões x 19 e pouco).

Ou seja, não só os votos da Marina que estão em jogo, mas esses 20 milhões que não votaram (34 milhões, se somarmos os que votaram em branco ou nulo).

Dilma precisa conquistar 5 milhões de votos para ser eleita. E muitos desses que não votaram podem ser dilmistas. Que agora estão com a mão na cabeça, "Putz, por que eu não fui votar!" A reconquista de parte desses votos já é suficiente para Dilma levar a eleição.

"Putz, por que não fui votar na Dilma??"
Você tem mais uma chance...

O que eu faria se estivesse na campanha da Dilma:

  1. Daria mais divulgação à plataforma Verde do governo Lula - que será seguida pela presidente Dilma e pode ser encontrada em detalhes no resultado da última Conferência Nacional de Meio Ambiente. Uma plataforma que tem tudo pra agradar os eleitores da Marina que estão realmente preocupados com o meio ambiente. Tá tudo lá. O texto, inclusivo, é ASSINADO pela Marina - que ainda era ministra na época. quer compromisso maior que Dilma encampar as propostas de uma Conferência capitaneada pela candidata do PV?
  2. Esqueceria o tema aborto. Não é uma discussão a ser feita em 20 dias. E não vai influenciar em nada, como apontei acima. Falar sobre isso só gera mais ruído na imprensa (e esse é o jogo do PiG).
  3. Faria umas peças de campanha voltadas aos dilmistas que não votaram. No estilo, "PRecismos do voto de TODOS nessemomento. Se você vota Dilma, não deixe de votar." Se, de cada 6 que não votaram, UM resolver votar na Dilma, ela leva.
Enfim, dilma ainda é franca favorita, claro. Só precisa tomar cuidado pra não tropeçar.

 
Mais sobre isso - e outras análises sobre os votos de Marina - vc pode ler também no (ótimo) blog do Rodrigo Vianna (ex-repórter da Globo que se voltou contra o PiG), aqui ("Voto não foi ecológico nem evangélico") e aqui (“Votos de Marina vão se dispersar”).
    

sexta-feira, 23 de abril de 2010

São Jorge era gay?

São Jorge, como diria o Mott, era gay?
 
 
 por Deco Ribeiro
 
São Jorge é um santo muito cultuado pelos gays. Há inclusive Paradas Gay acontecendo hoje na Inglaterra, no dia do santo. Por quê? Teria ele algo de homoerótico?
 
Segundo alguns, sim.
 
O historiador gay e católico Paul Halsall afirma que tanto a iconografia quanto os textos sobre o santo sugerem forte influência da homossexualidade. Ele diz que a hagiografia (textos que apresentam os santos) de São Jorge o mostra como alguém que ia se casar, mas foi impedido por Cristo e, depois de suas várias aventuras, é recebido por Jesus no céu como seu "noivo".
 
Detalhe que sempre Jesus é o noivo nesses louvores católicos (todo mundo é "noiva de Jesus"). Mas, nesse caso, Cristo se apresenta como noiva de São Jorge.
 
Nas imagens, São Jorge também sempre é mostrado sem barba, meio feminino, andrógino até, em roupas exuberantes etc. Sem falar na relação com a Lua, um símbolo feminino desde tempos imemoriais, que raramente acompanha os guerreiros (mais identificados com o sol).
 
O artigo completo do historiador vc pode ler aqui: http://englisheclec tic.blogspot. com/2009/ 04/st-george- gay-saint. html (em inglês).
 
E, por outro lado, no sincretismo religioso brasileiro, São Jorge é OGUM, certo? Orixá machão e coisa e tal. Mas existe feminilidade em Ogum:
 
"Uma das varias manifestações de Ogum [é] Ogum Yara. Esse orixá além de não ser só uma manifestação masculina ele tem a perfeita junção com a parte feminina da natureza e protege muito mais as mulheres, sendo que essa proteção se estende também aos gays e lésbicas. Sem esse tempero, o resultado é desequilíbrio. Mas como eu disse, ele se dá dentro da própria manifestação personificada do orixá. Os mitos africanos, ao mostrarem um Ogum guerreiro, violento, destruidor e, ao mesmo tempo, incapaz de compreender a alma feminina (ele perde, sucessivamente, suas esposas para Xangô), não estão falando verdadeiramente do orixá, mas de sua manifestação imperfeita e desequilibrada no próprio ser humano. E possivelmente uma das encarnações mal sucedidas do Ancestral desse orixá. Na medida em que as qualidades precisam ser integradas e harmonizadas, os conflitos míticos entre os orixás dramatizam exatamente a luta por essa integração interior, na busca da totalidade psíquica.
O Ogum do sincretismo afro-brasileiro, que trabalha harmoniosamente associado a Oxum e Iemanjá, como demonstram os pontos, já expressa, pois, uma concepção mais integrativa do que àquela presente nas lendas iorubanas. Mas para á Umbanda-Astroló gica ainda não traduz a verdade por inteiro, pois para expressar o lado feminino não há necessidade de integração com orixás femininos, mas simplesmente revelar o lado feminino que há dentro do próprio orixá. Alias em todos os orixás."http://blogs. abril.com. br/umbandaastrol ogica/2009/ 05/feminino- masculino- em-ogum-nos- orixas-03. html
 
Ou seja, São Sebastião ganhou um concorrente à altura! Salve Jorge!!

quinta-feira, 15 de abril de 2010

60% dos padres são gays, diz Vaticano


O Vaticano anda se enrolando cada vez mais nesse assunto dos escândalos pedófilos das últimas semanas. Agora deu pra atacar os gays. "60% dos padres que cometem pedofilia são gays," diz o porta voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, para justificar as declarações do secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarcísio Bertone, que afirmou que "não há relação entre pedofilia e celibato, mas entre pedofilia e homossexualismo (sic)".

Deplorável essa tentativa de encontrar um culpado - nós. Mas o pior é que essa estatística, sozinha, não nos diz nada. Quantos padres são gays e quantos são héteros? Se 10% são gays e 60% dos pedófilos da Igreja são gays, então há mais gays pedófilos. Se 90% são gays e só 60% dos pedófilos da Igreja são gays, quer dizer o contrário, há mais padres héteros pedófilos na Igreja.

E se 60% dos padres são gays e 60% dos pedófilos da Igreja são gays, isso significa que nem a vida clerical, nem a homossexualidade influenciam na pedofilia. A taxa de ocorrência do fenômeno "gay" é a mesma, tanto no universo "padres" quanto no universo "pedófilos da Igreja".

Sabemos que o a homossexualidade não influencia na pedofilia. Mais informações sobre isso aqui:
Se, como afirma o Vaticano, o celibato também não influencia a pedofilia, então a afirmação mais correta é a a terceira: 60% dos padres são gays. confirmado pelo Vaticano.

PAS-SA-DA.

Deco =]

* TRECHO DO ARTIGO NO LINK:  
"No entanto, segundo ALLENDER(1999) a maioria dos abusos ocorre entre os membros da família (29%) ou por alguém conhecido da vítima (60%). AZEVEDO e GUERRA (2000) afirmam que 85 – 90% dos agressores são pessoas conhecidas das crianças. (...) Segundo AZEVEDO e GUERRA (2000) pesquisas recentes revelam que 1 em 3 a 4 meninas e 1 em 6 a 10 meninos serão vítimas de abuso sexual até a idade de 18 anos.
Mais:
- De acordo com DIMENSTEIN (1996), o Brasil ocupa o primeiro lugar na América do Sul na exploração sexual de crianças e adolescentes e a segunda posição no mundo, ficando apenas atrás da Tailândia. Ainda segundo o mesmo autor, pelo menos 80% das crianças e adolescentes vítimas de exploração sexual comercial foram vítimas de incesto.
- A maioria dos abusadores sexuais são do sexo masculino e suas vítimas do sexo feminino.
- A modalidade de incesto mais frequente é o ocorrido entre pai e filha.
- Estatísticas de abuso sexual, segundo análise feita em 1.169 casos de violência doméstica atendidos no SOS Criança da ABRAPIA, entre janeiro de 1998 e junho de 1999

a)      idade da vítima: 2 a 5 anos - 49%, 6 a 10 anos - 33%
b)      80% das vítimas tinham sexo feminino
c) 90% dos agressores eram do sexo masculino"
Ou seja, meninas são abusadas de 2 a 3 vezes mais que meninos, por familiares e conhecidos, heterossexuais. Mesmo no abuso dos meninos, há muito abuso hétero, cometido pelas mães, madrastas, tias, primas, irmãs, até avós.

domingo, 4 de abril de 2010

Mensagem de Páscoa

Toda páscoa eu gosto de recomendar uma leitura da Bíblia - Lucas 2:41-52. É o trecho que conta de quando Jesus, adolescente, fugiu da mãe e do pai e foi debater com as velhos do templo.

Eu gosto de imaginar que os velhos tavam lá pregando alguma coisa homofóbica, tipo Levítico, e Jesus Adolescente foi lá e passou um sabão em todo mundo, como abaixo:


Seria MARA, né?? Por isso que no E-JOVEM, toda Páscoa, a gente faz um encenação de como teria sido essa conversa, sempre com Jesus defendendo as gay. Hoje vai ter, deixa eu ir pra lá!!

bjos e muitos ovinhos a todos!