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quinta-feira, 26 de maio de 2011

Kit de material educativo Escola sem Homofobia


Post atualizado com TODOS os 5 vídeos!

(ESSE é o conteúdo do famoso kit anti-homofobia, kit escola sem homofobia ou, como os crentes conseguiram emplacar, kit gay. Não tem NADA de mais e NÃO foi o que Dilma viu [abaixo eu mostro o QUE mostraram pra ela]. Tirem suas próprias conclusões. ~ Deco)
 

O material se destina à formação dos/das professores(as) em geral, dando a eles subsídios para trabalharem os temas no ensino médio.

Trata-se de um conjunto de instrumentos didático-pedagógicos que visam à desconstrução de imagens estereotipadas sobre lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais e para o convívio democrático com a diferença, contribuindo para:

•Alterar concepções didáticas, pedagógicas e curriculares, rotinas escolares e formas de convívio social que funcionam para manter dispositivos pedagógicos de gênero e sexualidade que alimentam a homofobia.

•Promover reflexões, interpretações, análises e críticas acerca de algumas noções que frequentemente habitam as escolas com tal “naturalidade” ou que se naturalizam de tal modo que se tornam quase imperceptíveis, no que se refere não apenas aos conteúdos disciplinares como às interações cotidianas que ocorrem nessa instituição.

•Desenvolver a criticidade infanto-juvenil relativamente a posturas e atos que transgridam o artigo V do Estatuto da Criança e do Adolescente, segundo o qual: “Nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão, punido na forma da lei qualquer atentado, por ação ou omissão, aos seus direitos fundamentais”.

•Divulgar e estimular o respeito aos direitos humanos e às leis contra a discriminação em seus diversos âmbitos

•Cumprir as diretrizes do MEC; da SECAD; do Programa Brasil sem Homofobia; da Agenda Afirmativa para Gays e outros HSH e Agenda Afirmativa para Travestis do Plano Nacional de Enfrentamento da Epidemia de AIDS e das DST entre Gays, HSH e Travestis; dos Parâmetros Curriculares Nacionais; do Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de LGBT; do Programa Nacional de Direitos Humanos III; das deliberações da 1ª Conferência Nacional de Educação; do Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos; e outras.

O kit é composto de:

- um caderno

- uma série de seis boletins (Boleshs)

- três audiovisuais com seus respectivos guias

- um cartaz

- cartas de apresentação para o/a gestor(a) e para o/a educador(a).


Segue um resumo dos materiais do kit:

 Caderno Escola sem Homofobia – peça-chave do kit, articula com os outros componentes (DVDs/audiovisuais, guias que acompanham os DVDs/audiovisuais, boletins). Traz conteúdos teóricos, conceitos básicos e sugestões de dinâmicas/oficinas práticas para o/a educador(a) trabalhar o tema da homofobia em sala de aula/na escola/na comunidade escolar visando a reflexão, compreensão, confronto e eliminação da homofobia no ambiente escolar. As propostas de dinâmicas contidas no caderno têm interface com os DVDs/audiovisuais e boletins.

 Boletins Escola sem Homofobia (Boleshs) - série de 6 boletins, destinados às/aos estudantes cada um abordando um assunto relacionado ao tema da sexualidade, diversidade sexual e homofobia. Trazem conteúdos que contribuem para a compreensão da sexualidade como construção histórica e cultural; para saber diferenciar sexualidade e sexo; para reconhecer quando valores pessoais contribuem ou não para a manutenção dos mecanismos da discriminação a partir da reprodução dos estereótipos; para agir de modo solidário em relação às pessoas independente de sua orientação sexual, raça, religião, condição social, classe social, deficiência (física, motora, intelectual, sensorial); para perceber e corrigir situações de agressão velada e aberta em relação a pessoas LGBT.

 Audiovisuais:

a) DVD Boneca na Mochila (Versão em LIBRAS)

Ficção que promove a reflexão crítica sobre como as expectativas de gênero propagadas na sociedade influenciam a educação formal e informal de crianças, através de situações que, se não aconteceram em alguma escola, com certeza já foram vivenciadas por famílias no mesmo contexto ou em outros. Ao longo do audiovisual, são apresentados momentos que revelam o quanto de preconceito existe em relação às pessoas não heterossexuais.

Baseado em história verídica, mostra um motorista de táxi que conduz uma mulher aflita chamada a comparecer à escola onde seu filho estuda, apenas porque o flagraram com uma boneca na mochila. Durante o caminho, casualmente, o rádio do táxi está sintonizando um programa sobre homossexualidade que, além de noticiar o fato que se passa na escola onde estuda o menino em questão, promove um debate com especialistas em educação e em psicologia, a respeito do assunto. O vídeo abaixo não está completo, tem só os primeiros 2 minutos e pouco:


b) DVD Medo de quê?

Desenho animado que promove uma reflexão crítica sobre como as expectativas que a sociedade tem em relação ao gênero influenciam a vivência de cada pessoa com seus desejos, mostrando o cotidiano de personagens comuns na vida real. O formato desenho animado, sem falas, facilita sua exibição para pessoas de diferentes contextos culturais, independente do nível de alfabetização dos/das espectadores(as).

Marcelo, o personagem principal, é um garoto que, como tantos outros, tem sonhos, desejos e planos. Seus pais, seu amigo João e a comunidade onde vive mostram expectativas em relação a ele que não são diferentes das que a sociedade tem a respeito dos meninos. Porém nem sempre os desejos de Marcelo correspondem ao que as pessoas esperam dele. Mas quais são mesmo os desejos de Marcelo? Essa questão gera medo, tanto em Marcelo quanto nas pessoas que o cercam.

Medo de quê? Em geral, as pessoas têm medo daquilo que não conhecem bem. Assim, muitas vezes alimentam preconceitos que se manifestam nas mais variadas formas de discriminação. A homofobia é uma delas. O vídeo está disponível abaixo em três partes:





c) Audiovisual Torpedo

Audiovisual que reúne três histórias que acontecem no ambiente escolar: Torpedo; Encontrando Bianca e Probabilidade.

Torpedo - animação com fotos, que apresenta questões sobre a lesbianidade através da história do início do namoro entre duas garotas que estudam na mesma escola: Ana Paula e Vanessa.

Ana Paula estava na aula de informática quando deparou toda a turma vendo na internet fotos dela e de Vanessa numa festa, que haviam sido divulgadas por alguém para a escola toda. A partir daí, as duas se questionam sobre como as pessoas irão reagir a isso e sobre que atitude devem tomar. Após algumas especulações, decidem se encontrar no pátio na hora do intervalo. Lá, assertivamente, assumem sua relação afetiva num abraço carinhoso assistido por todos. O vídeo está disponível abaixo:



Encontrando Bianca - por meio de uma narrativa ficcional em primeira pessoa, num tom confessional e sem autocomiseração, como num diário íntimo, José Ricardo/Bianca revela a descoberta e a busca de sua identidade de travesti. Sempre narrada em tempo presente, acompanhamos a trajetória de Bianca e os dilemas de sua convivência dentro do ambiente escolar: sua tendência a se aproximar e se identificar com o universo das meninas; as primeiras vezes em que, em sua casa, se vestiu de mulher; a primeira vez em que foi para a escola com as unhas pintadas, cada vez assumindo mais, no ambiente escolar, sua identidade de travesti; a dificuldade de ser chamada pelo nome (Bianca) com o qual se identifica; os problemas por não conseguir utilizar, sem constrangimentos, tanto o banheiro feminino quanto o masculino; as ameaças e agressões de um lado e os poucos apoios de outro. O vídeo está disponível abaixo:


Probabilidade - com tom leve e bem-humorado, o narrador conta a história de Leonardo, Carla, Mateus e Rafael. Leonardo namora Carla e fica triste quando sua família muda de cidade. Na nova escola, Leonardo é bem recebido por Mateus, que se torna um grande amigo. Mas ele só compreende por que a galera fazia comentários homofóbicos a respeito dele e de Mateus quando este lhe diz ser gay. Um dia, Mateus convida Leonardo para a festa de despedida de um primo, Rafael, que também está de mudança.

Durante a festa, Leonardo conversa com Rafael e, depois da despedida, fica refletindo sobre a atração sexual que sentiu pelo novo amigo que partia. Inicialmente sentiu-se confuso, porque também se sentia atraído por mulheres, mas ficou aliviado quando começou a aceitar sua bissexualidade. O vídeo está disponível abaixo:


d) Cartaz e cartas para gestora/r e educadoras/r – o cartaz tem a finalidade de divulgar o projeto para a escola e para a comunidade escolar e as cartas apresentam o kit para o/a gestor(a) e educadores(as), respectivamente.

(Agora compare tudo isso acima com o material FALSIFICADO que os pastores apresentaram pra Dilma como sendo o kit escola sem homofobia. Basta clicar no link. ABSURDO, né?

Mas o pior mesmo foi a presidenta ter se deixado engambelar dessa maneira... Como pode?? Que venha uma PUTA retratação por aí, pro bem de todos e felicidade geral da Nação...)

terça-feira, 5 de abril de 2011

HOMOFOBIA: Jovens são maioria entre vítimas e assassinos

(Foto: AFP)

O número de assassinatos de gays, travestis e lésbicas cresceu 31,3% em 2010, em relação ao ano anterior, com 260 casos, ante 198 em 2009. Foi o que informou ontem o Grupo Gay da Bahia (GGB).

O Grupo E-jovem, rede nacional de defesa dos direitos da juventude LGBT, teve acesso aos dados completos do GGB e revelou que a grande maioria dos envolvidos nesses crimes são adolescentes e jovens. Dos crimes em que a idade dos envolvidos era conhecida, 57% das vítimas e 76% dos assassinos tinham menos de 29 anos.

"Tanto a sociedade quanto o governo devem prestar mais atenção aos jovens, não é possível que adolescentes continuem matando e sendo mortos sem que se faça nada a respeito," declarou Lohren Beauty, presidenta do E-jovem. "Vou levar essa questão ao Conselho Nacional de Juventude e ao Conselho Nacional LGBT," disse a drag, que é membro dos dois conselhos, ligados à Presidência da República.

Mais alarmante ainda é o índice dos menores de 18 anos: 11% das vítimas e 17% dos assassinos eram adolescentes. É o caso do jovem Alexandre Ivo, de 14 anos, assassinado por três neonazistas logo após um jogo da Copa.


"É preciso investir em educação," afirmou Deco Ribeiro, diretor da Escola Jovem LGBT. "As escolas precisam ser ambientes seguros, com uma política anti-bullying que estimule o debate, apoio aos estudantes, material LGBT nas bibliotecas e o que mais for preciso para garantir uma educação sem homofobia."
 
No próximo dia 15, o Grupo E-jovem lançará em todo o Brasil a campanha Escola Amiga, que divulgará os 6 passos para combater a homofobia no ambiente escolar. Mais informações pelo site http://www.e-jovem.com/ ou pelo e-mail escola@e-jovem.com.  
 
Números
17 casos de vítima entre 12 e 18 anos (11%)

72 casos de vítima entre 19 a 29 anos (46%)
12 casos de assassinos de 12 a 18 anos (17%)
41 casos de assassinos de 19 a 29 anos (59%)
156 casos com idade das vitimas (60% do total)

69 casos com idade dos assassinos (26% do total)

260 total de assassinatos LGBT em 2010
(fonte: Grupo Gay da Bahia - GGB)

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

E-JOVEM discute a Escola Amiga no Rio de Janeiro

Deco e Chesller: rumo ao Rio

Nesse dia 15 de janeiro, adolescentes e jovens de todo o país rumaram para o Rio de Janeiro, a fim participar de três grandes eventos do movimento estudantil: o Encontro Nacional de Grêmios, o Coneb da UNE e a Bienal da UNE.

Uma vez que a Escola Jovem LGBT havia sido selecionada para expor seus trabalhos do ano passado na Bienal - e como Educação é um tema permanente no E-jovem, mais ainda em 2011 - fomos em caravana para o rio1 nosso principal interesse, claro, era discutir a campanha Escola Amiga e os 6 passos para acabar com a homofobia nas escolas.

E foi um sucesso a ideia! No Coneb da UNE, conseguimos montar uma roda de conversa LGTB e debater alguns pontos importantes com os universitários, como a necessidade de agirmos nas universidades e dessa ação não se limitar às palavras de ordem ou a ações pontuais do tipo "semana da diversidade', que acabam e não têm continuidade. Oferecemos nossa ajuda especializada e fomos convidados pela UNE a ajudar na campanha "Combate à Homofobia: Essa Luta nos UNE", que será lançada em 2011. Conseguimos aprovar uma deliberação LGBT e partimos pro próximo debate.

Grêmios unidos contra a homofobia


Mas legal mesmo foi o debate entre os secundaristas. Também lá, no encontro de Grêmios, abrimos um espaço LGBT de discussão, com representantes de grêmios de todo o país. Todos se comprometeram a mergulhar de cabeça na campanha da UBES, "A Homofobia Faltou à Escola" - que também será elaborada juntamente com o E-jovem e seguindo os passos do Escola Amiga.

Deco se dirigindo à gurizada:
"Combater a homofobia na escola é uma frente nova,
que convidamos todos a abraçar"
 
"É na escola que os jovens começam a desenvolver suas habilidades sociais e compreender o conceito de sociedade. Também é na escola onde a galera conhece pela primeira vez o preconceito," explica Chesller Moreira, presidente do E-jovem e Diretor Nacional LGBT da UJS. "Nossa contribuição é o Escola Amiga. E convidamos todos a abraçar essa campanha." Também fizeram boas pontuações no debate o Denílson Júnior, Diretor LGBT da UNE e o Fábio Silva, vice-presidente da UJS de Campinas, ambos também militantes do E-jovem.
 
Depois de toda essa militância, fomos pra Bienal expor nossos Fanzines. Mas isso fica pra outro post! =D

domingo, 5 de dezembro de 2010

6 PASSOS PARA ACABAR COM A HOMOFOBIA

6 passos para acabar com a homofobia
Para acabar com a homofobia, é dever de toda escola:

1. Ser um ambiente seguro
2. Encorajar, apoiar e empoderar os gládios
3. Ter uma política de combate ao bullying
4. Incluir material LGBT em sua biblioteca
5. Disponibilizar apoio individual e/ou em grupo
6. Incluir perspectivas LGBT e materiais não-homofóbicos em seu currículo


O governo brasileiro reconhece que, inegavelmente, uma parcela relevante da sociedade brasileira sofre com o preconceito e a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero. Estas lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais precisam ser reconhecidos e ter reparados seus direitos à cidadania.

Com o objetivo de contribuir para a construção de uma cultura de paz estimulando o respeito a todas as diferenças, foram lançados programas como o Brasil Sem Homofobia e planos como o Plano Nacional LGBT. Esforços são feitos no Congresso para a aprovação do PLC 122/06, que torna a homofobia um crime equivalente ao racismo. E centenas de ongs lutam diariamente no combate ao preconceito e à discriminação.

Um desses grupos é o Grupo E-jovem, que eu ajudei a fundar há quase 10 anos. E temos dois planos principais de combate à homofobia, ambos relacionados à Educação. Um deles tem por objetivos reconhecer e valorizar a expressão cultural de adolscentes e jovens LGBT, em um ambiente constrído especialmente para este fim. Estamos falando, claro, da Escola Jovem LGBT.

O outro plano é esse, que vou descrever agora. Internamente, chamamos de Escola Amiga, mas poderia muito bem ser chamado "6 passos para acabar com a homofobia"
  
Afinal, é na escola que os jovens desenvolvem suas habilidades sociais e começam a compreender o conceito de sociedade. E, muitas vezes, é na escola onde eles conhecem pela primeira vez o preconceito.

A escola não é um sistema fechado – ela traz pras suas salas de aula muitos dos vícios do mundo lá fora, e a minissociedade que se forma em um estabelecimento de ensino acaba muitas vezes oprimindo esse jovem, mesmo não-intencionalmente. Óbvio, nenhum professor ou diretor de colégio em sã consciência, por mais que não aceite os homossexuais, vai dizer que é preconceituoso. Da mesma forma que a maioria da população diz não ser racista – mas mostra que é em seus atos.

A Escola, com E maiúsculo, enquanto instituição, mostra ser discriminadora não tanto pelos seus atos, mas exatamente pela ausência deles. Não existe nada dentro da escola que prepare ou proteja o jovem para o que ele vai encarar no mundo aqui fora, por causa de sua orientação sexual. E, justamente por causa desse silêncio, o garoto ou garota LGBT acaba não só saindo despreparado para enfrentar esse mundo, mas sofrendo discriminação mesmo dentro de suas paredes – onde deveria estar protegido.

Eu nem precisaria me alongar tanto. É óbvio que as escolas, em primeiro lugar, precisam ser ambientes mais amigáveis aos LGBTs. Mas COMO fazer isso?

É aí que entra o E-jovem. Em 2007, em um seminário internacional na Europa, 66 Diretrizes para uma Educação Sem Homofobia foram elaboradas pela IGLYO - uma rede internacional de adolescentes gays da qual o E-JOVEM é o único membro brasileiro. Fui eu quem traduzi o documento para o português, ajudando-o a ser lançado em Portugal, no Brasil e na África. Uma escola que aplicasse todos os 66 pontos do plano seria a escola dos sonhos, claro.

Mas, analisando o documento, conseguimos chegar a 6 passos básicos, que seriam um belo começo. Esses passos serão apresentados no Rio de Janeiro, em janeiro de 2011, no Encontro de Grêmios da UBES e na Bienal da UNE. Cerca de 7.000 estudantes de todo o país serão convidados a aplicar esses 6 passos em suas escolas e faculdades, com o apoio de seus grêmios, CAs e DCEs.

Mas você não precisará esperar até janeiro. Basta seguir abaixo:

6 passos para acabar com a homofobia
Para acabar com a homofobia, é dever de toda escola:

1. Ser um ambiente seguro. Um ambiente que garanta um aprendizado seguro, no qual intimidações ou discriminações de qualquer tipo, incluindo homofobia e transfobia, não sejam toleradas, mas punidas. Isso deve ser divulgado publicamente.

2. Encorajar, apoiar e empoderar os gládios (grupos estudantis sensíveis à questão LGBT) ou a criação de grupos de apoio a estudantes LGBT nos grêmios escolares.

3. Ter uma política de combate ao bullying que seja direcionada a todas as formas de discriminação, e explicitamente se referir ao bullying homofóbico e transfóbico. Essa política deve proteger todos os membros da comunidade acadêmica, ser respeitada por todos e ser revisada regularmente por membros da comunidade acadêmica para verificar sua eficácia. Todos os professores devem receber treinamento para reconhecer e agir em caso de bullying homofóbico e transfóbico. Esse treinamento deve informá-los como reagir a esse bullying e como reduzir sua incidência e poderá ser oferecido por meio de parcerias externas (com ongs especializadas, por exemplo).
 
4. Incluir material LGBT em sua biblioteca. Podem ser livros com personagens LGBT ou livros que tratem especificamente de questões LGBT. Materiais LGBT como cartazes e panfletos divulgando grupos e serviços voltados a jovens LGBT dem ser livremente exibidos nos murais de avisos da escola.

5. Disponibilizar apoio individual e/ou em grupo, oferecido por um orientador capacitado ou uma pessoa voluntária de confiança, a estudantes que queiram conversar sigilosamente durante ou fora do período de aulas. Tanto a pessoa de confiança quanto qualquer orientador deve ser capacitado em questões LGBT e explicitamente e publicamente deixar claro que está aberto a conversar sobre tais questões.

6. Incluir perspectivas LGBT e materiais não-homofóbicos em seu currículo, tanto como parte de materiais genéricos quanto, se possível, como materiais específicos para lidar com questões LGBT. Materiais, livros didáticos e professores devem usar exemplos LGBT, tanto em questões, exercícios e trabalhos quanto em suas fontes. Toda capacitações em Direitos Humanos deve sempre abordar questões LGBT.


Juntos, vamos acabar com a homofobia. Benvindo a bordo. =D

Clique aqui para baixar o termo de adesão para levar à sua escola/faculdade.

P.S. Quem quiser divulgar em sites, blogs, orkut etc, pode usar o banner acima, da Escola Amiga, com um link pra cá, ok?

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Célio Turino 6513 - Entrevista e Plenária Final

Galera,

No próximo dia 30/09 (quinta-feira), às 19h, no Teatro de Arte e Ofício, realizaremos a Plenária Final do Célio Turino, em Campinas. Contamos com a sua presença e pedimos, gentilmente, que confirme presença por e-mail ou pelos fones (19) 3201.0561 ou 3201.0560.



Segue entrevista que o Célio concedeu ao portal Vermelho.

Na Câmara, Turino quer defender cultura como riqueza da nação

Célio Turino se sente em casa em meio a fanfarras, cururus e catiras oferecidas a ele pelo povo paulista como amostra de sua identidade cultural nas viagens do candidato pelo estado. Depois de sua passagem pelo Ministério da Cultura, onde criou, entre outras ações, os Pontos de Cultura, o paulista de Indaiatuba virou referência em círculos que vão do popular ao erudito. “A cultura é a riqueza das nações. Isso sintetiza o meu entendimento do papel da cultura”, diz, em referência ao seu jingle.

A trilha de sua campanha (ouça abaixo), aliás, é uma amostra do reconhecimento ao seu trabalho. Foi gravada pelo ex-ministro Gilberto Gil. Outra demonstração veio da revista Caros Amigos que, em sua edição de setembro apontou Turino como um dos candidatos a deputado federal apoiados pela publicação. Além disso, países latinoamericanos têm reproduzido a experiência dos Pontos de Cultura.

Recentemente, foi apresentado no parlamento argentino um projeto de lei com essa proposta. E o jornal britânico The Guardian estampou em uma de suas manchetes que seu país tinha muito que aprender com o projeto brasileiro.

O comunista, que atua há mais de 30 anos junto a movimentos culturais e sociais pelo país, busca agora uma cadeira na Câmara dos Deputados, onde quer levar adiante sua visão da cultura como bem comum emanado a partir do povo e elemento transformador da sociedade. “Minha postura como parlamentar não seria apenas de um representante, mas de um mediador, de alguém que será instrumento da mobilização e da organização popular”, explica nesta entrevista.

Com uma campanha modesta, mas baseada em forte participação militante e voluntária, Turino já percorreu mais de duas centenas de cidades, realizando pequenas reuniões onde procura resgatar na população o sentido da cultura nacional. “A cultura é a base do desenvolvimento porque ela diz respeito à identidade; o próprio povo brasileiro, que tem avançado em sua auto-estima, tem percebido essa necessidade”, argumenta.

Acompanhe a seguir a íntegra deste bate-papo.

Partido Vivo: O que sua experiência no Ministério da Cultura trouxe para você e para uma possível atuação sua na Câmara?


Célio Turino: Trouxe a base dos meus compromissos. Uma das minhas bandeiras é justamente transformar os Pontos de Cultura e o Cultura Viva em projetos de lei. Mas, quero desdobrar essas experiências para uma série de outras, como Pontos de Cultura nas escolas, algo exequível e que custaria R$ 5 mil por mês por escola; em cada uma, poderia haver uma rádio, um estúdio multimídia para os estudantes desenvolverem suas atividades audiovisuais, teatro, dança oficinas de hip-hop etc. Acredito que isso tem um componente forte na recuperação da escola como um espaço de educação num sentido mais amplo.

Outra questão é a Lei do Protagonismo Juvenil. Fiz uma ação quando ocupei a Secretaria de Cultura de Campinas e depois no Ministério da Cultura, envolvendo 11 mil jovens, e que consistia em fazer com que os jovens recebessem uma bolsa equivalente a 60% do salário mínimo durante um ano para ter uma capacitação não para o mercado de trabalho, mas para trabalhos comunitários, atuando como agentes de lazer e de cultura. Teria o sentido de um serviço civil: todo jovem, de 16 a 24 anos, poderia fazer durante um ano. Nós já admitimos como sociedade o serviço militar. Por que não introduzir o serviço civil? E um não exclui o outro. Fiz um cálculo e vi que se atingirmos um milhão de jovens, o custo seria de 3,6 bilhões de reais por ano, valor que é não uma despesa, mas um grande investimento. O Brasil pode avançar muito com propostas realistas e de baixo custo.

Os Pontos de Mídia Livre é outra proposta sobre a qual tenho feito muita discussão nos espaços de mídia independente. Desenvolvemos este projeto em duas edições quando eu estava no Ministério da Cultura e agora quero transformar em lei. Trata-se de fazer com que 20% de toda verba de publicidade – seja do governo federal, estadual ou municipal – seja destinada por edital público à mídia livre. Não é compra de propaganda; é o financiamento da mídia livre entendida enquanto um direito fundamental para a construção da democracia. É preciso ter em mente que mídia não é mercadoria. Esta é uma proposta que tem tido bastante eco e apoio, tanto é que muita gente da área de comunicação tem me apoiado.

Partido Vivo: E o que seria a Lei dos Mestres e Griôs ?


CT: Minha postura como parlamentar não seria apenas de um representante, mas de um mediador, de alguém que será instrumento da mobilização e da organização popular. E isso se reflete muito neste projeto, uma lei de iniciativa popular para a qual já estão sendo colhidas assinaturas. Essa lei tem um significado muito importante porque são mestres de folia de reis, de capoeira, rezadeiras, pajés, etc., discutindo uma lei para eles mesmos, lei essa que garante o reconhecimento do saber tradicional transmitido por via oral. Com a garantia de pelo menos um salário mínimo, esses mestres poderiam continuar fazendo o que sempre fizeram, mas em melhores condições e mantendo relação com os aprendizes e com a escola.

Partido Vivo: Um dos carros-chefes de sua atuação no MinC foram os Pontos de Cultura – inclusive a Argentina tem um projeto de lei para reproduzir a iniciativa no país . Que balanço faz deles? O programa consegue cumprir seu papel?


CT: Entendo que sim. É difícil me dissociar dos Pontos de Cultura porque tive o papel de pensá-lo, idealizá-lo, implementá-lo e acompanhá-lo durante seis anos. Conseguimos desenvolver um processo muito rápido e intenso de afloramento de manifestações do nosso povo que sempre existiram e não eram reconhecidas e legitimadas. Hoje, com os Pontos de Cultura, isso acontece. Tanto que hoje o projeto está presente em mais de mil municípios; são mais de 3 mil pontos no país atendendo cerca de oito milhões de pessoas. Tenho ouvido muitos depoimentos sobre o significado que têm os Pontos de Cultura; um exemplo diz respeito à Faculdade de Educação da USP, que tem dois Pontos: um sobre o direito de brincar e outro sobre memória escolar. A experiência trouxe maior aproximação da universidade com a sociedade. Os Pontos de Cultura têm esse significado virótico; são como um vírus subversivo que vai entrando na sociedade e colocando as partes para dialogar. Um grupo de dança experimental, contemporânea pode dialogar com um grupo de cultura tradicional ou sócio-educativo; ao se encontrarem, vai acontecendo um processo de modificação de comportamentos, entendimentos etc.

Partido Vivo: A cultura, por muito tempo, foi uma espécie de bandeira secundária de governos, parlamentares e candidatos. Quando isso começou a mudar? Do ponto de vista do candidato, é possível ter a cultura como bandeira central?


CT: Isso ocorria até mesmo na esquerda. A cultura é a base do desenvolvimento porque ela diz respeito à identidade; o próprio povo brasileiro, que tem avançado em sua auto-estima, tem percebido essa necessidade. O marco principal, eu diria, foi a vitória de Lula; significou a gente ter alguém com a cara do povo ocupando com muita dignidade a principal cadeira da República. Isso desencadeou na sociedade um efeito simbólico, um desejo de participar, de falar. E abriu a possibilidade para que programas como o Cultura Viva e os Pontos de Cultura florescessem com mais intensidade. Como historiador, diria que daqui a 50, 100 anos, quem estudar este período do Brasil vai periodizá-lo em função disso: a vitória do presidente Lula teve um efeito muito mais cultural e simbólico do que até mesmo político, que é uma decorrência dos outros dois.


Partido Vivo: Qual o papel da educação e da juventude no processo de transformação da cultura em algo mais próximo da realidade do povo?


CT: A juventude vive certo desencanto. A geração que está com 20 anos hoje foi formada dentro do pensamento não apenas político, mas filosófico, ético e moral ditado pelo hegemonismo neoliberal, que pressupõe a ambição desmedida, o egoísmo, o hedonismo, características deste período. E as pessoas querem soluções muito rápidas porque tudo é rápido, efêmero. A cultural, ao contrário, tem o sentido de permanência, o que traz uma profundidade maior até do ponto de vista existencial e a juventude tem essa necessidade, tem se encontrado nesse sentido. Quando a gente conjugar de fato essa aproximação de uma maneira mais intensa – que percebo que tem ocorrido, mas ainda em alguns segmentos – a gente dará um salto para um novo patamar de civilização. Tanto que em minha campanha eu falo do terceiro salto civilizacional. Entendo a cultura com este sentido: como a mola propulsora desse salto. No campo educacional, a gente constata hoje a falência total desse padrão de educação instrumental dissociado da cultura. A educação tem sido um bom exemplo do que ocorre quando a atividade meio suplanta a atividade fim. E na realidade, a finalidade da educação é a cultura; a educação é um meio de transmissão da cultura, só que ela virou um mero meio de formatação das pessoas, formatação esta feita a partir do pensamento hegemônico. O neoliberalismo não foi apenas um movimento político; ele tem uma base ideológica, filosófica e ética muito forte. Por isso conseguiu a hegemonia; lógico que isso agora vai se desfazendo, mas se a gente quiser realmente dar saltos civilizacionais, com maior compromisso com a sociedade, precisamos ir à raiz do problema.

Partido Vivo: Ainda há no Brasil muitos problemas no âmbito cultural. Para citar alguns exemplos, a lei Rouanet em geral beneficia os projetos e artistas já consagrados; há a grande concentração dos meios de comunicação e a pouca valorização da cultura regional e da cultura das periferias nos meios de comunicação. Mas, estas são ainda questões difíceis de serem mudadas, dada a resistência de setores mais conservadores e elitistas. Como mudar esses e outros pontos ainda problemáticos da cultura nacional?


CT: Creio que uma saída seria a estratégia adotada nos Pontos de Cultura, que é ir mudando a cultura por baixo – trato sobre isso no livro Pontos de Cultura: O Brasil de Baixo pra Cima. Trato da mídia livre, do fomento, do protagonismo e da autonomia cultural do povo. Na medida em que a gente vai fortalecendo essa contracorrente mais protagonista, descentralizada, outros mecanismos vão fenecendo, perdendo força moral no sentido gramsciano. Por exemplo, a lei Rouanet é uma excrescência porque ela é a melhor representação desse pensamento neoliberal. É a transferência de recursos públicos para a esfera privada a partir de critérios de mercado – quem decide são os gerentes de marketing das empresas. A natureza do mercado é concentradora; então a natureza da lei Rouanet é igualmente concentradora. É contra isso que o Ministério da Cultura e o Juca Ferreira têm se colocado. Só que como ainda há um campo que se beneficia e depende da Lei Rouanet, não seria acertado extingui-la de um dia para o outro. A gente vai fortalecendo a ideia do fundo público; a PEC 150 vai nesse sentido: delimita um orçamento mínimo para a cultura de 2% na União, 1,5% nos estados e 1% nos municípios. Com essas ações, diria que a gente vai provocando uma transição.

Partido Vivo: Como você procura vincular sua atuação no meio cultural com sua visão comunista e com o projeto nacional de desenvolvimento que o PCdoB tem defendido? O que é ser comunista do Brasil do século 21?


CT: Em todas as reuniões que tenho feito, falo do salto civilizatório e me coloco como comunista. E isso significa defender o bem comum, que é tudo aquilo que enquanto humanidade não está no campo das mercadorias. Para isso, uma plataforma mínima deve contemplar saúde, educação, meio ambiente, cultura, a água, o ar, elementos que ao longo do tempo foram virando mercadoria, elementos de compra e venda. E a ideia do bem comum recoloca o sentido do público, do direito coletivo a esses e outros bens. Olhando a etimologia da palavra comunista, ela vem de comunhão, comunidade, bem comum. O meu jingle, inclusive, começa com uma síntese muito simples: a cultura é a riqueza das nações. Isso sintetiza do meu entendimento do papel da cultura.


Da redação,
Priscila Lobregatte

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Deco e Lohren no ACRE

E não é que semana passada voamos eu e Lohren Beauty para o ACRE?? =D

Convidados pela AHAC (Associação de Homossexuais do Acre), eu fui dar uma palestra sobre sexualidade, juventude e educação LGBT. Também falei sobre o E-jovem e, claro, a Escola Jovem LGBT. Faleipara um auditório lotado de alunos do ensino médio do CERB, Colégio Estadual Barão do Rio Branco, um dos mais tradicionais da cidade de Rio Branco, capital do Acre.

O bom e velho "4 Pilares da Sexualidade"

Já Lohren deu uma oficina sobre preconceitos e estereótipos - que, diga-se de passagem, AHAZOU, claro. Totalmente dinâmica, a oficina terminou com todos os participantes pintando a bandeira do movimento LGBT do Acre. Ficou muito linda! Será emoldurada e exibida no Centro de Referência LGBT de Rio Branco.


Lohren, toda diva, coordenando sua oficina

E ainda deu pra passear um pouquinho!! Rio Branco é belíssima, conhecemos o Palácio Rio Branco, o centro antigo restaurado (Gameleira), o Mercado Velho, as praças da Revolução Acreana e dos Povos da Floresta, as pontes sobre o Rio Acre...


Deco & Lohren, um romance amazônico! Ao fundo, o rio Acre...

Agradecimentos, milhões, ao Germano e à Rose, verdadeiros líderes da AHAC e do movimento LGBT do Acre, e à galera do grupo ELA (Entidade Lésbica do Acre) que também ajudou na organização da Semana da Diversidade. Ontem eles tiveram Parada, tomara que tenha dado tudo certo!!

Atualização: E deu SUPER certo, 100 mil pessoas na Parada do Acre!!

AHAZARAM!!!

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Alunos de Dança da Escola Jovem LGBT assistem "balé drag" em SP

Les Ballets Trockadero de Monte Carlo: "balé drag" bem humorado

Na primeira excursão da Escola Jovem LGBT de Campinas, os alunos do grupo de Dança viajaram na noite desse sábado, 28, para São Paulo, assistir ao espetáculo de balé da companhia novaiorquina Les Ballets Trockadero. Os jovens foram convidados pela produtora Dell'Arte, que trouxe o divertido balé drag ao Brasil, e muitos assistiam a um espetáculo de dança pela primeira vez. Vários foram 'montados' de drag queen.

Alunos de Dança da Escola Jovem LGBT:
fervo na primeira excursão

Acompanhados pelos professores Bruna e Leandro e pelos diretores da Escola, Deco e Lohren, os meninos e meninas causaram furor no shopping onde se localizava o teatro. "Agora sei como uma pessoa famosa se sente," afirmou a aluna drag Saraivetty Close Beauty, diante dos gritos e pedidos de fotos dos adolescentes que cercaram os alunos da Escola Jovem.

As drags Lohren, Karinna e Saraivetty
fizeram a alegria da garotada no shopping

Para Lohren Beauty, presidente do Grupo E-jovem, o convite não poderia ter sido mais apropriado. "O Trockadero brinca de subverter os padrões de gênero da sociedade e é exatamente isso que estimulamos nossos alunos a fazer," comentou a drag. "A sociedade precisa ver que homens vestidos de mulher não chocam ninguém, pelo contrário, pode ser sinônimo de arte e cultura." O sentimento dos alunos pôde ser resumido em uma frase, da aluna Viviane Araújo: "Me senti chique hoje."

Primeiros alunos da Escola Jovem: visibilidade à cultura LGBT

O grupo de Dança da Escola Jovem LGBT ensaia todo sábado, das 13 às 16h e se apresentará está no final do ano, em um espetáculo centrado em um momento histórico da história LGBT. "Ainda é surpresa, mas a ideia é, ao mesmo tempo, encantar e informar os espectadores," diz a travesti Bruna Eduarda, professora do grupo.

Bruna, professora de dança: "Queremos encantar e informar"

A Escola Jovem LGBT fica na rua José Camargo, 382 - Nova Europa - Campinas/SP. Telefone: (19) 3307-3764. Contato e inscrições: escola@e-jovem.com


domingo, 15 de agosto de 2010

E-JOVEM apresenta carta-compromisso aos candidados

Telão armado no meio da praça:
E-jovem indo onde a juventude está

Na última sexta-feira, a galera do Grupo E-jovem em Campinas (E-CAMP) fez um evento em praça pública para apresentar e aprovar a carta-compromisso que será oferecida aos candidatos dessas eleições.

A carta, cujo conteúdo foi escrito pelos próprios jovens, reúne suas demandas mais importantes. "Nos dividimos em grupos e levantamos as lutas que gostaríamos que todos os candidatos abraçassem conosco," explica Karinna Beauty, 14, coordenadora do E-CAMP. "Depois, cada grupo precisou apresentar e defender sua proposta. De 21 ideias, fechamos em 5, sendo a prioritária a criação de Planos e Conselhos LGBT."

Bruna Baby explica as funções de um Conselho

Essa proposta foi defendida por Bruna Baby, coordenadora de travestis adolescentes do E-CAMP. "Nos conselhos nós podemos elaborar todas as outras propostas, além de ficar de olho no governo pra ver se eles estão cumprindo o que prometeram," afirma a jovem travesti.

Galera parou na praça do Sucão pra assistir

A apresentação, na praça Bento Quirino, tradicional ponto de encontro gay de Campinas, atraiu o interesse da juventude LGBT, que parou para ouvir seus colegas e aprovou as propostas por unanimidade. Binho Silva, vice-presidente da União da Juventude Socialista de Campinas, e Denílson Jr., diretor LGBT da União Nacional dos Estudantes, também estiveram na praça e se impressionaram com a movimentação.

Binho, da UJS: juventude unida contra a homofobia

"A UJS também luta contra a violência homofóbica, que nos atinge mesmo quando pensamos estar mais seguros," disse Binho ao microfone, apontando o bar CampChopp, ao lado, onde o jovem Jonathan Prado foi agredido há um mês.

Denílson Jr., diretor LGBT da UNE

"Não é de hoje que a UNE luta contra o preconceito nas universidades e o E-jovem sempre é um exemplo de mobilização juvenil LGBT," falou Denílson.

Confira abaixo a íntegra da carta-compromisso. Candidatos interessados em assiná-la podem imprimir, assinar e mandar por e-mail para voto2010@e-jovem.com. Todos serão indicados como candidatos amigos das gay.

Por um amanhecer mais colorido

Combater as desigualdades e promover a luta pelos direitos das pessoas: essas bandeiras são o norte das propostas do Grupo E-jovem de Adolescentes Gays, Lésbicas e Aliados aos candidatos às eleições proporcionais e majoritárias de 2010.


O E-jovem entende que o espaço legislativo, mais do que administrar leis e servir como ponto de equilíbrio para o poder executivo, é, em essência, o palco para a construção de uma sociedade justa e igualitária, formada por um povo soberano.

Nesse sentido, a atuação da sociedade civil organizada e de seus representantes eleitos deve ser sempre para garantir que em cada projeto aprovado, em cada elemento orçamentário, esteja em foco a felicidade das pessoas.

A política, mais do que qualquer outra área das relações humanas, deve ser isso: uma fonte geradora de felicidade. Elementos contrários a isso não faltam.

Por isso, estaremos lá para combater esses sentimentos ultrapassados de preconceito e discriminação. Juntos na construção de uma sociedade mais justa, o E-jovem propõe aos cantidatos a Deputados Estaduais, Deputados Federais, Senadores, Governador e Presidente que a juventude LGBT seja lembrada. Por um horizonte mais colorido.

Essa juventude LGBT, reunida no E-jovem para avaliar suas prioridades para 2011, elencou a criação de Conselhos e Planos LGBT em todas as esferas, como estratégias de atuação. Para, principalmente, fazer avançar temas como o casamento civil, defesa dos direitos de filhos de casais homossexuais, combate à homofobia nas escolas e o combate à violência homofóbica.

Portanto, como candidato, declaro publicamente que:


SOU um candidato que apoia a criação e o funcionamento de Conselhos e Planos LGBT – Os conselhos são a nova forma de controle social disponível a uma comunidade. Para que todas as demandas de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros (LGBT) sejam devidamentge implantadas, monitoradas e avaliadas, é essencial que seja estimulada a criação de Conselhos LGBT em todos os níveis (municipal, estadual e federal). Esses conselhos deverão formular o Plano LGBT local, discutido com a comunidade, e apresentá-lo ao executivo e ao legislativo, para que seja implantado.


SOU um candidato que apoia o casamento civil igualitário – O casamento civil é um direito civil de todos os cidadãos brasileiros. Todos? Não. Uma parcela da população, devido a uma formulação equivocada na legislação, não possui esse direito: casais formados por dois homens ou duas mulheres. Vários países já estão corrigindo isso, como a Espanha, Portugal e Argentina. Chegou a hora do Brasil também estender esse direito a todos e todas.


SOU um candidato que defende os direitos de filhos de casais homossexuais – Muitos pensam na questão da adoção apenas do ponto de vista de quem está adotando. Poucos pensam nos direitos da criança. Uma criança, filhos de pais gays ou de mães lésbicas ou de um casal onde um dos pais é travesti, tem o direito de ser reconhecida como filho ou filha deste casal – e ter acesso a todos os direitos que essa filiação lhe confere.


SOU um candidato que apoia o programa Saúde e Prevenção nas Escolas – O Programa Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE), do Governo Federal, precisa se tornar uma política de Estado. É preciso transformarf em lei essa parceria entre Saúde e Educação e os governantes precisam incluir essa ação na estrutura de ambas as secretarias. Os jovens estudantes precisam ter mais acesso aos seus direitos de usuários do Sistema Único de Saúde, e isso vai desde ter mais informações de prevenção às DST/AIDS até o combate à homofobia nas escolas. Um ambiente sem preconceito é um ambiente mais saudável.


SOU um candidato que fortalece a luta contra a homofobia – A cada 2 dias um homossexual é barbaramente assassinado no país. Esses crimes dificilmente são tratados como crimes homofóbicos porque esse é um tipo de crime ainda não tipificado no Brasil. É preciso aprovar o Projeto de Lei da Câmara 122, de 2006, que criminaliza a homofobia. É preciso que os governos apliquem, divulguem, fiscalizem e façam valer suas leis estaduais anti-homofobia, como a 10.948, que pune a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero no Estado de São Paulo. O Governo de SP nunca produziu materiais de divulgação desse lei, mas espalhou por todo o estado a divulgação da Lei Anti-Fumo. Parece que, em SP, é pior fumar em locais coletivos que agredir uma lésbica, gay, bissexual, travesti ou transexual.

Data e Assinatura
Nome legível do candidato/Partido/Número

sábado, 8 de maio de 2010

VEJA mente!

Antes que muitos saiam comemorando o fato de VEJA ter dado matéria de capa para a juventude LGBT, gostaria que lessem esse post.

Para a VEJA, não há drama algum na vida do jovem gay



Infelizmente a Veja comprou uma tese conservadora dos EUA (contida no livro "The New Gay Teenager") e fez uma matéria em cima dessa tese: que jovens gays não têm mais rótulos, não se importam em lutar pela causa e não sofrem mais homofobia na escola. É o mundo feliz da Direita, onde não é preciso nenhuma luta, pois todos já foram abraçados (assimilados, fagocitados, cooptados) pela sociedade.

É a tese do fim da luta de classes, velha conhecida nossa ("Não há racismo no Brasil" etc).

Todo o lado da juventude militante e a vulnerabilidade a que esta juventude AINDA está sujeita (principalmente na escola) foi ignorado para reforçar a tese. Pior que ignorado: foi deliberadamente deixado de lado. Porque eles procuraram o E-JOVEM e ouviram do pessoal do grupo exatamente o OPOSTO do que está na matéria. A gente (jornalistas) aprende a fazer isso (escolha seletiva de fontes para validar NOSSO ponto de vista) ainda na faculdade...

Uma pena. Mas é a Veja.

E é triste, né?

A gente se esforça para ajudar, mesmo sabendo que eles são filhosdaputa e tal. A repórter faloiu pra mim do livro e eu ressaltei que o livro retratava uma realidade cor de rosa, que ainda não era a nossa. Talvez daqui a uns 10 anos, mas não agora.

Em vão.

Enfim, joga-se a matéria no lixo? Não. Tem pontos que podem vir a ser positivos.

A matéria pode ajudar muitos meninos e meninas a se assumirem, por exemplo (já que está tudo - segundo a matéria - TÃO bem...!). Pode constranger algumas escolas a serem mais ativas contra a homofobia (já que TODAS as outras - segundo a matéria - são tão tolentantes...!).

Quando essa garotada se assumir, ou algum professor bem intencionado resolver fazer algo em sua escola, eles vão dar de frente com a realidade. E é aí que a gente entra. =D

Mas que fique registrado que nessa matéria de capa, como é usual, a revista Veja MENTE.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Lázaro Ramos grava na Escola Jovem LGBT

Professores e alunos da Escola com Lázaro Ramos (sentado, centro)

Os atores Lázaro Ramos e Luis Miranda estiveram nessa última quarta-feira na Escola Jovem LGBT, em Campinas (SP), gravando seu novo quadro para o Fantástico, "O Curioso". O tema era homossexualidade e educação.

Foram recebidos por Deco Ribeiro, diretor da escola; Lohren Beauty, presidente do Grupo E-jovem (que gerencia a escola); por alunos e profesores.

Deco Ribeiro e Lohren Beauty dão entrevista para Luís Miranda

O resultado deve ir ao ar algumas semanas depois de sua estreia, em 16 de maio, no programa dominical da Globo. Acompanhe o blog da atração aqui: http://especiais.fantastico.globo.com/ocurioso/2010/04/15/o-curioso-encerra-sua-primeira-fase-ja-com-saudades

sexta-feira, 26 de março de 2010

Escola LGBT na mídia nacional e internacional

   
E a Escola Jovem LGBT vai fazendo carreira pelo mundo. As matérias abaixo são da conceituadíssima revista Marie Claire, da The Advocate (a mais importante publicação LGBT do mundo) e uma matéria em italiano, que tem saído em diversos sites e blogs por lá. Tudo no original. Divirtam-se!

Marie Claire visitou a primeira escola para gays

A Escola Jovem LGBT abre suas portas em Campinas, prevendo cursos de expressão artística e aulas para quem quer ser drag queen

Por Sergio Crusco 
http://revistamarieclaire.globo.com/Revista/Common/0,,EMI128496-17637,00-MARIE+CLAIRE+VISITOU+A+PRIMEIRA+ESCOLA+PARA+GAYS.html%20
 
Há escolas para médicos, marceneiros, decoradores de interiores, contabilistas e mecânicos de caminhão. Para pintores de parede, malabaristas, atores, psicólogos e enfermeiros. Há como aprender a ser uma drag queen mais poderosa, talentosa e esplendorosa? Sim, a drag campineira Lohren Beauty ensinará como dublar, se maquiar, se comportar e se vestir para matar na Escola Jovem LGBT inaugurada dia 13 de março em Campinas (interior de SP).

Inauguração da Escola Jovem LGBT. Na Foto: Deco Ribeiro idealizador e diretor da escola Gay em Campinas
O curso de drag queen é uma das diversas cadeiras da nova escola, que ainda conta com aulas de teatro, dança, web tv, fanzine e canto coral. Mas os rapazes que pretendem imitar com perfeição as coreografias de Beyoncé ou rodar uma baiana tal qual Carmen Miranda devem esperar mais um pouco para aprender a fazer tudo direitinho, sem cair do salto: o curso de drag acontecerá apenas em 2012, no terceiro ano do projeto Escola Jovem. “Será a cerejinha do bolo”, diz a mestra.

“Eu estava em casa um dia desses, sem fazer nada, e tive a ideia de inventar um curso de drag queen”, conta Lohren - seu nome de batismo é Chesller Moreira. Já bastante envolvida com a causa gay por meio de sua militância no grupo E-Jovem, ONG de Campinas que luta contra o preconceito e busca dar apoio e visibilidade a jovens gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros. Amigos sugeriram que ela inscrevesse o projeto em um edital aberto pelo Ministério da Cultura em agosto do ano passado, selecionando novos pontos de cultura, rede de núcleos populares que visam preservar e promover a diversidade cultural brasileira.

A ideia de Lohren foi burilada junto a Deco Ribeiro, outro dirigente do E-Jovem, cresceu e colou. Em dezembro eles tiveram a notícia de que o projeto havia sido aprovado, e de que receberia uma verba de aproximadamente R$ 180 mil para três anos de atividade. O compromisso com o Estado é renovável depois destes três anos, caso o MinC avalie como positivos os resultados do ponto de cultura. Lohren é confiante na renovação do subsídio: “Veja a visibilidade que estamos conseguindo”, diz ela em meio aos repórteres e cinegrafistas que circulam em frente à sua casa no bairro Nova Europa, em Campinas, pintada de rosa e ajeitada para funcionar como sede da Escola Jovem.

A inauguração teve fita vermelha, cortada depois da performance de Lohren dublando um sucesso de Celine Dion. A sala de aula, uma garagem adaptada e separada da parte íntima da casa por uma cortina de chita florida, já recebia os alunos para a aula inaugural – dança, com os professores Leandro Ochaialini e a travesti Bruna Eduarda.

POLÊMICA: SEGREGAÇÃO OU PORTO SEGURO?
Para Lohren e Deco, a escola tem um significado maior do que simplesmente educar e propagar a cultura gay. Querem que o espaço sirva como abrigo àqueles que foram excluídos do ensino formal por preconceito ou violência, e fazem questão de frisar que a E-Jovem aceita alunos heterossexuais. Os que criticam a escola, no entanto, atacam o “preconceito às avessas” que a iniciativa pode representar – em vez de incluir, segregaria ainda mais.

Danuza Leão, por exemplo, em crônica publicada no jornal "Folha de S. Paulo", escreveu: “Ao que me consta, o objetivo da humanidade é integrar, fazer com que os humanos de qualquer raça, cor ou religião se sintam como na realidade são – iguais. Se os colégios só para meninas ou só para meninos já não eram recomendados, o que dizer de um dirigido preferencialmente ao mundo gay? Então por que não pensar também em colégios só para brancos e outros só para negros?”.

A crônica de Danuza eriçou pelos e causou controvérsia. Gustavo Bonini, professor do curso de teatro da Escola Jovem, contra-atacou em carta aberta pela internet: “Quanto às pessoas estarem agrupadas em colégios específicos, isso é apenas porque, ainda no ano de 2010, muitas destas mesmas pessoas ainda não aceitam os gays como são”, afirmou Gustavo, mais conhecido no mundo gay como Priscilla Drag.

Ele diz ter vivido, na infância e na adolescência, o calvário do qual não escapa a maioria dos homossexuais e dos diferentes. “Eu era o viadinho da turma, o que preferia ficar com as meninas organizando o teatrinho a jogar bola. Apanhava na escola, mas a direção e os professores não faziam nada. Minha mãe ia reclamar na diretoria, mas não adiantava”, conta Gustavo, que cursou o ensino fundamental e o médio em escolas públicas, estudou teatro com Wolf Maya e prevê a montagem de um espetáculo com seus alunos na Escola Jovem.

Na visão de Deco Ribeiro, Gustavo ainda teve sorte de ter uma mãe que o apoiava. “O maior foco de violência contra os jovens homossexuais está na escola e na própria família”, diz ele. Lohren completa seu raciocínio: “Estamos aqui para dar poder a esses meninos e meninas, fazer com que eles exijam respeito da sociedade, conheçam seus direitos e encontrem seu espaço. É um grande passo para um homem, e um salto para uma drag queen”.


Learning Curves


Brazil takes a leap forward with a government-backed “school of gay arts,” where students learn about wig preparation, costume creation, stand-up routines, and lip synching. 
http://www.advocate.com/Print_Issue/Advance/Learning_Curves/ 



Between their lessons on literature, music, and art, the pupils at Brazil’s new Escola Jovem LGBT (LGBT Youth School) can learn the fine art of “hairography” and “clothing customization” while also taking part in what may be the gayest glee club the world has ever seen.

When Escola Jovem opened in March in Campinas, a city of 1 million residents about 50 miles north of São Paulo, the media ran with the sensational story, and religious leaders within the Roman Catholic nation voiced opposition. To some degree, the resistance was to be expected—Escola Jovem makes New York’s gay-centric Harvey Milk High School look butch by comparison.

Principal Deco Ribeiro calls Escola Jovem a “school of gay arts,” with classes in dancing, fanzines, acting, cinema, and drag queen performance, where students learn about wig preparation, costume creation, stand-up routines, and lip synching.

“Some LGBT [people], lured by conservative media, voiced their concern, fearing the creation of a ghetto,” Ribeiro explains in an e-mail to The Advocate. “But after they get to know the project, the acceptance is massive.”

Support from Brazilian officials may have helped convince some of the doubters. Though run by the Brazilian LGBT Youth Network, a nongovernmental organization, the school is registered as a teaching institution with the Campinas city council and financed by the state secretary of culture and the Brazilian Ministry of Culture.

The three-year school accepts students ranging in age from preteens to 30, though Ribeiro says most of his approximately four dozen students are between 18 and 25. Many of the teachers are also young and gay. Prospective students apply online, then undergo interviews at the school—parental permission is only required for those under the age of 12.

“Some [applicants voluntarily] came with their parents,” Ribeiro writes. “So cute!”



Apre in Brasile una scuola per artisti gay, contro l'intolleranza omofoba

http://www.queerblog.it/post/7469/apre-in-brasile-una-scuola-per-artisti-gay-contro-lintolleranza-omofoba

La cosa più sorprendente della vicenda è che sul loro sito campeggia il logo ufficiale del governo di São Paulo e del Dipartimento federale della cultura. Da alcuni giorni, a Campinas, una città di un milione di abitanti, a nord di São Paulo do Brasil, è sorta una scuola unica nel suo genere, che accoglie studenti lgbt e gayfriendly. Si chiama Escola Jovem e ha l’obiettivo di valorizzare e diffondere la cultura lgbt, attraverso dei corsi specifici che riguardano la creatività, la creazione di riviste, danza, musica, teatro, televisione; come essere dei perfetti performances di spettacoli da drag queen; sul modo di essere e agire da gay, lesbiche, transessuali, travestiti. Un aiuto concreto verrà pensato per le tante persone lgbt che vengono cacciate di casa a causa della loro condizione, per non lasciar loro l’alternativa della prostituzione. Il progetto è piaciuto così tanto alle istituzioni da averlo appoggiato con delle borse di studio e altri finanziamenti. Dice Deco Ribeiro, direttore della Scuola LGBT Youth:
“La scuola è un punto centrale di cultura. Il fatto che i corsi sono aperti a tutti e non solo i giovani gay è parte della nostra strategia di lotta contro l’omofobia. Insegniamo la nostra arte a chi non ci conosce. Se l’apprezzamento della cultura nera è la strategia del movimento nero, così come succede per vari popoli, perché non valorizzare la cultura LGBT?”
Alla Jovem i ragazzi imparano a usare la cinepresa e la telecamera, a come indossare parrucca e trucchi per un perfetto spettacolo di drag queen, come diventare ballerini e artisti, ma soprattutto si insegna ad essere se stessi, senza paure, senza i pericoli della strada e dell’ignoranza. Ai ragazzi che pensano che essere gay, lesbica o transessuale sia sbagliato, la scuola metterà a disposizione cultura e strumenti per renderli sereni nell’accettare la loro condizione.

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“Qui tutti saranno in grado di scoprire che essere gay o lesbica è cool, essere travestito è legale, e che tutti hanno molto da offrire alla società”
dichiara Chesller Moreira, presidente di E-giovani.

L’età degli studenti parte dall’adolescenza ai venti e passa anni, anche se per i minori necessita l’approvazione da parte dei genitori. Passate alcune perplessità, anche da parte di qualche comunità lgbt che pensava ad una scuola-ghetto, ora la Escola Jovem ha l’appoggio di tantissimi e progetti culturali anche per il periodo estivo, come ad esempio quattro giorni di dibattiti, mostre e iniziative sportive imperniate sul lesbismo, ad agosto.

La scuola, ha tra le altre cose, l’obiettivo di stimolare il dibattito e superare i pregiudizi verso le persone lgbt, non quello di fomentarne l’odio, come è recentemente accaduto a Milano.
“Per combattere l’omofobia, il pregiudizio contro gli omosessuali, dobbiamo discutere, pubblicizzare e dare visibilità all’universo GLBT. Si tratta di incoraggiare queste persone a trovare la felicità nella diversità, la costruzione della loro vera identità, senza dover far finta di essere altro”
spiega Deco Ribeiro, giornalista ed educatore, direttore della Scuola LGBT Young, fondatore della E-Giovani Teen Gay, Lesbiche e alleati e consigliere nazionale della gioventù per il Presidente della Repubblica brasiliano.

Ribeiro ha confezionato un bel film con l’aiuto dei suoi ragazzi presentato alla Conferenza Nazionale sulla pubblica sicurezza, classificandosi tra i primi dieci. Tre minuti di sana educazione al rispetto: