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sábado, 28 de agosto de 2010
terça-feira, 25 de maio de 2010
Deco ao vivo no Canal Futura
Povo,
Hoje à noite estarei no Canal Futura, num debate sobre combate à homofobia.
O Sala de Notícias em Debate vai ao ar ao vivo, em rede nacional, às terças-feiras, às 21h00, com reprises na madrugada de sábado para domingo, à 0h30. O programa é interativo, conta com perguntas e opiniões do telespectador por telefone e e-mail, além da participação através da enquete no ar no site do Canal Futura e que será comentda ao final do debate. O espectador pode assistir ao programa através das parabólicas (banda C) em todo o território nacional ou por meio de cabo (canal 32/NET) e mini-parabólicas (canal 8/Sky).
Gostaria que assistissem, pois planejo fazer um grande chamado ao Movimento LGBT.
E o convite é para que, mais que assistir, PARTICIPEM!!
Beijo do Deco
Deco Ribeiro, diretor
ESCOLA JOVEM LGBT
É gueto? É escola formal? É o apocalipse?
Tire suas dúvidas: http://www.e-jovem.com/
segunda-feira, 24 de maio de 2010
ESCOLA JOVEM LGBT no Fantástico!!
Ahazamos ou ahazamos?? =D
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Lázaro Ramos grava na Escola Jovem LGBT
Professores e alunos da Escola com Lázaro Ramos (sentado, centro)
Foram recebidos por Deco Ribeiro, diretor da escola; Lohren Beauty, presidente do Grupo E-jovem (que gerencia a escola); por alunos e profesores.
Deco Ribeiro e Lohren Beauty dão entrevista para Luís Miranda
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Se os negros do SuDÃO / Por que eu não posso DAR?"
Abaixo está o vídeo com a marchinha vencedora do concurso de marchinhas que a Globo vem fazendo nos últimos anos. Este ano, o concurso foi em homenagem a a João Roberto Kelly, autor de mais de 40 sucessos, como "Cabeleira do Zezé".
Fez todo o sentido que a marchinha vencedora fosse gay. Gay fph, claro (feito por héteros), mas o refrão é tão divertido, que a gente até releva. Não achei preconceito, muito pelo contrário - pode até virar hino das gay. Afinal, "O Conde D'Eu / O Rei de Bagdá / Se os negros do Sudão / Porque eu não posso dar?"
Vamos cantar essa marchinha lá em Brasília, na Marcha LGBT que estamos preparando para a semana de 17 demaio... =D
sábado, 30 de janeiro de 2010
Nascem os Coloridos
Somos todos coloridos
E a sigla acabou.Há anos que discutimos, dentro do movimento, se seremos GLBT, GLBTT, LGBT... Há anos procuramos um nome que nos represente, a todos, sem que ninguém se sinta de fora.
E há anos que tudo isso tem sido em vão. Accabamos de mudar a sigla pra LGBT, mas como disse um jornalista na Conferência da ILGA, "pra imprensa o movimento é GAY, a Parada é GAY e pronto."
Era, até a Globo se meter no nosso meio.
Ontem, eu estava andando no centro de Campinas com um guarda-chuva arco-íris e duas crianças apontaram pra mim e disseram: "Alá, mãe, um colorido!" A mãe fez cara de "Hã?" e eles emendaram: "Da tribo dos coloridos!"
Poizé. O Big Brother Brasil fez em um mês o que tentávamos fazer há anos: nos denominar. A Globo, quem diria, nos deu uma identidade de grupo, de tribo, de nação.
E agora? Que vamos fazer com isso?
domingo, 24 de janeiro de 2010
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Polêmico beijo gay acontece logo na primeira festa do "BBB10"
da Folha Online
O tão esperado beijo gay aconteceu logo na primeira festa da décima edição do "Big Brother Brasil", e foi protagonizado pelos participantes Sérgio e Dicesar um pouco antes da meia-noite de quarta-feira.
Enquanto dançavam a música "I Will Survive", de Gloria Gaynor --tida como um hit gay--, Sergio e Dicesar, conhecido como a drag queen Dimmy Kieer, deram um "selinho".
Resta saber se a Globo mostrará ou não o beijo na edição que vai ao ar nesta quinta-feira (14).
Em resposta às dezenas de mensagens que vinha recebendo sobre um possível beijo homossexual no "BBB", Boninho, o diretor do programa, afirmou em seu perfil no Twitter que, caso acontecesse, seria exibido "sem preconceito".
Beijo entre Dicesar e Sérgio no "BBB10"
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Os Coloridos
"- Dos meninos, qual você gostou mais?
- Se eu fosse hétero, do Rafael."
~ Angélica respondendo à Dimmy Kier, durante a primeira prova de resistência do Big Brother Brasil (BBB 10)
A drag Dimmy Kier, a lésbica Angélica e o gay Serginho
A Globo se superou esse ano. PELO MENOS dois gays, uma lésbica e uma bissexual fazem parte do elenco do BBB 10 - e um desses gays ainda é uma drag queen. Digo "pelo menos" porque dos outros participantes, há pelo menos mais duas suspeitas entre as meninas (uma delas é dona da comunidade Homofobia Já Era, do Orkut) e, dos meninos, um já foi gogo boy e estampou a capa de uma revista gay, outro é modelo e outro já foi assistente de palco de um programa GLS...
Não me surpreenderia se TODOS os participantes fossem gays - já pensou que diferente?!?
Mas o mais interessantes é o termo usado pelo Bial (ou seja, pela Globo) pra se referir aos LGBT assumidos da casa: os Coloridos.
Vibrei, claro.
Já há algum tempo venho dizendo que o Movimento LGBT precisa trabalhar melhor sua comunicação e que LGBT e nada é a mesma coisa. Aí, pra ilustrar, escrevi um texto (que reproduzo abaixo) onde acabo chamando os LGBT justamente de "coloridos".
Bem que a moda podia pegar! =D
Segue o texto:
Uma fábula de Deco Ribeiro
Era uma vez um mundo Preto e Branco. Que tinha horror ao que era diferente.
Como o Azul, o Vermelho e o Amarelo.
“Azulão!”, diziam os Brancos. “Vermelhado!”, xingavam os Pretos. “Amarelento!”, riam ambos. Era muito preconceito.
Por muitos anos o Azul, o Vermelho e o Amarelo sofreram em silêncio. Foram perseguidos e humilhados. Mortos em fogueiras e campos de concentração.
Até que uma revolta num bar mostrou pela primeira vez que Azuis, Vermelhos e Amarelos podiam se unir contra o preconceito Branco e Preto.
E assim foi.
Surgiu o Movimento AVA – Azul, Vermelho e Amarelo. E o Movimento cresceu, lutando pelo direito à diferença, mostrando que Azul não era pecado, Vermelho não era sujo, Amarelo não era doença. Um movimento que tinha tudo pra dar certo, pois lutava contra a injustiça e por um tratamento equalitário. No combate à avafobia.
Até os Verdes aparecerem.
Bom, o Verde sempre existira. Mas todos os consideravam uma mistura de Azul com Amarelo. Com certeza ele se encaixaria em um dos dois segmentos e se contentaria com isso.
Mas não. O Verde decidiu que o Azul via as coisas muito azuis e o Amarelo, muito amarelas. O Verde tinha uma visão diferente do problema – mais verde, obviamente. E sofria um outro tipo de preconceito. Era preciso que o Movimento se chamasse AVAV – Azul, Vermelho, Amarelo e Verde.
E assim foi.
Com o empoderamento do Verde, logo surgiram mais questionamentos. E o Laranja? Era um Vermelho-amarelado ou um Amarelo-avermelhado? Ou era simplesmente Laranja? E o Roxo?
Houve choro e ranger de dentes. Era inadmissível um Movimento que não contemplasse esses dois segmentos, se o Verde era contemplado. O Movimento deveria se chamar AVAVLR – Azul, Vermelho, Amarelo, Verde, Laranja e Roxo.
E assim foi.
Mas não sem protestos. Afinal eram poucos os Laranjas e Roxos. Justificaria incluí-los na sigla? Uns adotaram o AVAVLR. Outros maniveram-se fiéis ao AVAV. E outros já propunham uma volta ao bom e velho AVA.
“Pera lá,” disse o Vermelho. “Porque o Azul na frente? O Vermelho está no nível mais baixo do espectro visível e sempre foi oprimido pelos outros! O Movimento deve se chamar VAAV e não AVAV.” Houve chiadeira dos Azuis. Os Verdes, por outro lado, já renunciavam ao combate à avafobia e começava a citar a verdefobia em seus manifestos. Logo seguiram-se a laranjofobia e a roxofobia.
Multiplicaram-se os eventos AVAV, as paradas de orgulho VAAV, as caminhadas Verdes, os festivais de cinema AVAVLR, os meses da diversidade VAAVLR... O Dia Nacional de Combate à Avafobia, uma das vitórias do Movimento, era grafado pelos mais politicamente corretos de Dia Nacional de Combate à Avafobia, Verdefobia, Laranjofobia e Roxofobia. Ninguém entendia mais nada. A imprensa, alheia a essas brigas internas, chama tudo de AVA e pronto, apesar dos protestos. Surgiram outras siglas, baseadas em outras línguas: RGB, CMYK.
Foi quando o Azul-Claro começou a exigir um espaço próprio dentro do movimento. Afinal, os Azuis mais escuros tinham uma clara clarofobia e nunca pensavam nos tons mais suaves do espectro.
Foi a gota d'água.
O Movimento, que fora tão bem-sucedido no passado, começava a emperrar. Perdia-se um tempo precioso em discussões de segmentos e não no combate à avafobia. Reuniões sérias, de proposição de soluções a desafios importantes, empacavam na grafia da carta-manifesto: o título seria “Avafobia Mata!” ou “Avafobia, Verdefobia, Laranjofobia e Roxofobia Matam!”??
A sociedade em geral via a todos como aberrações. “É tudo Vermelhado mesmo!” Nem os próprios AVAVLR, os não-militantes, sabiam o que significava a sigla ou qual sigla era a mais em voga da vez. Potenciais aliados Brancos e Pretos eram constantemente corrigidos – às vezes, e deselegantemente, em público – e não entendiam o porquê. Não estavam lutando todos pela diversidade? Por que confundir tanto?
Era preciso fazer alguma coisa.
Foi chamado um grande Encontro pelo presidente Preto (o primeiro, depois de mais de um século de presidentes Brancos), exclusivamente para se discutir a questão AVAVLR. O presidente sabia das coisas, tendo vindo de um passado de militância.
“Companheiros,” discursou o presidente na abertura do evento, “É preciso sim reconhecer e respeitar as diferenças de cada segmento. Mas é fundamental que vocês, enquanto Movimento, encontrem e se concentrem naquilo que os une, não no que os diferencia.”
Isso ficou na cabeça de muita gente. E enquanto alguns continuavam a discutir as letrinhas ou quantas fobias diferentes cabem numa frase, esses outros passaram a buscar a tão sonhada união. Uma unidade na diversidade.
“O que somos TODOS?", "O que nos distingue da sociedade?”, "Temos algo em comum?", "Podemos expressar isso numa só palavra?", pensavam.
A resposta veio como um raio. Não ficou registrado quem foi o primeiro a dizer a frase em voz alta, mas ela logo corria o Movimento. “Somos CORES.”
Vermelho é uma COR. Azul é uma COR. Amarelo, Verde, Laranja, Roxo, Azul-Claro... CORES.
O Movimento passou a se chamar MOVIMENTO COLORIDO. E, como símbolo, foi escolhida a bandeira do arco-íris.
A União entre as CORES, um desejo antigo do Movimento, foi finalmente aprovada pelo restante da sociedade. Assim como a Criminalização da Corfobia. Em poucas gerações, Brancos e Pretos já aceitavam as CORES como parte de si.
E viveram todos felizes para sempre.
“O que somos TODOS?", "O que nos distingue da sociedade?”, "Temos algo em comum?", "Podemos expressar isso numa só palavra?"
Será que um dia seremos simplesmente CORES? Ou estamos fadados a ser eternamente um Movimento que não ousa (porque não sabe) dizer seu nome?
Deco Ribeiro
Cabeleira do Zezé
Essa é do blog Te Dou um Dado:
Se existisse vestibular para fofoqueiro, essa notinha da Retratos da Vida cairia na questão de interpretação de texto:
“Reynaldo Gianecchini anda soltinho pela noite carioca. Discretíssimo, ele conta com a ajuda de amigas para fazer as abordagens em possíveis pretendentes. Ele pega o número do telefone e o encontro acontece fora da boate. Quase ninguém percebe.”
Responda em poucas palavras:
O texto acima quis insinuar que ________________
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Os sapatos de William Bonner
William Bonner, do Jornal Nacional, costuma dizer que todas as noites sua equipe tenta colocar um elefante dentro de uma caixa de sapatos. Sempre conseguem.
Trata-se da configuração do jornal de maior audiência na TV brasileira. Significa que grande quantidade das notícias produzidas é jogada na lata do lixo e outras tantas somente são divulgadas após lapidar edição que envolve a escolha de enquadramentos, incidências e aparas. Por ficarem de fora, não serão discutidas pelo público: o “lixo”, outros enquadramentos, outras incidências, outras maneiras de ver e de apresentar os temas.
É o que se denomina agendamento (agenda setting), teoria bastante conhecida em todo o mundo por qualquer estudante de comunicação, desde os anos 70, que revela como os meios de comunicação determinam a pauta (agenda) para a opinião pública. Ou seja, resolvem o que e de que forma – de que ângulo, de que ponto de vista, sob que aspecto ou profundidade – nós, indefesos leitores/ouvintes, devemos discutir a história de cada dia. Pois, para muitos, o que não deu no Jornal Nacional, a caixa de sapatos de Bonner, não aconteceu.
Tem-se no agendamento o instrumento de impor ao leitor/ouvinte uma carga de opiniões político-ideológicas ou culturais que interessam às instâncias de poder vinculadas aos donos do veículo de comunicação. Dito de outra forma, a linha ideológica nasce de modo “espontâneo”, das necessidades dos profissionais da comunicação de manter uma relação de boa convivência e conforto em seus postos de trabalho. Ou seja, a linha ideológica da notícia nasce não só do perfil intelectual e cultural do jornalista, de suas relações e afinidades ou do seu compromisso social, mas também e sobretudo do tipo de (in)dependência profissional com seu veículo empregador.
De qualquer forma, para a unanimidade dos estudiosos não há isenção na produção de qualquer matéria jornalística, mesmo a que não é rotulada como opinativa.
E assim, o ouvinte/leitor recebe o “benefício” do agenda setting para não precisar pensar. Já na década de 20, dizia o Estadão: “Um verdadeiro jornal constitui para o público uma verdadeira bênção. Dispensa-o de formar opiniões e formular ideias. Dá-lhes já feitas e polidas, todos os dias, sem disfarces e sem enfeites, lisas, claras e puras” (Editorial do O Estado de São Paulo, de 14/01/1928).
Pode-se inferir então que um mergulho no “lixo” e nas aparas, e um exame por ângulos e critérios ideológicos diversos no noticiário jornalístico, certamente produziriam caixas de sapatos diferentes da de Bonner. Um mergulho e um exame que serão facultados a qualquer ouvinte/leitor quando o veículo de comunicação lhe oferecer os diversos ângulos e a totalidade dos fatos, para que exerça criticamente sua análise e sua escolha. Será, enfim, a oportunidade de poder formar sua opinião, sua versão dos fatos.
Para que isso aconteça, a sociedade precisa se dar conta de que existe um direito que a Constituição lhe garante: o Direito à Informação. Informação em sua integralidade, que permita acesso a uma leitura crítica, personalizada, liberta das amarras opinativas unidirecionais viciadas. Democraticamente aberta a múltiplas interpretações e juízos. Múltiplas caixas de sapatos...
Um novo olhar
Uma amostragem do que “não aconteceu” (o lixo e as aparas do Bonner) pode ser vista no noticiário dos últimos dias:
No dia 24/12, o prestigiado jornal francês Le Monde¹ escolheu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como "o homem do ano de 2009. Por seu sucesso à frente de um país tão complexo como o Brasil, por sua preocupação com o desenvolvimento econômico, com a luta contra as desigualdades e com a
defesa do meio-ambiente”.
Poucos dias antes, Lula foi escolhido pelo jornal espanhol El País² a primeira das cem personalidades mais importantes do mundo ibero-americano em 2009. Com direto a foto de capa inteira e perfil assinado pelo próprio primeiro-ministro da Espanha, José Luis Zapatero. "Homem que assombra o mundo", "completo e tenaz", “por quem sinto uma profunda admiração", escreveu o premiê espanhol.
No dia 29 de dezembro, o jornal britânico Financial Times³ escolheu o presidente brasileiro como uma das 50 personalidades que moldaram a última década, porque “é o líder mais popular da história do Brasil”. “Charme e habilidade política... baixa inflação... programas eficientes de transferência de rendas...", diz o jornal.
Há nestas notícias da imprensa internacional o reflexo de um novo dia, de um novo tempo de novos sonhos. Um novo olhar do mundo sobre o Brasil. No entanto, para o leitor/ouvinte dos nossos jornalões, simplesmente nada disso aconteceu.
(1) http://www.lemonde.fr/opinions/article/2009/12/24/lula-l-homme-de-l-annee-2009-par-eric-fottorino_1284552_3232.html#ens_id=1284699
(2) http://www.elpais.com/articulo/internacional/hombre/asombra/mundo/elpepuint/20091211elpepuint_1/Tes
(3) http://www.ft.com/cms/s/0/32e550e8-efd4-11de-833d-00144feab49a.html
(fonte: http://boletimhsliberal.blogspot.com)
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Pesquisa Datafolha revela as personalidades brasileiras de maior credibilidade
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva é a pessoa mais confiável para os brasileiros, segundo ranking com 27 personalidades elaborado pelo Datafolha, informa a reportagem de Fernando Barros de Melo (aqui).
Resumex do ranking:
Entre pessoas com nível fundamental e renda até 2 salários mínimos
primeiro: Lula
segundo: Roberto Carlos
terceiro: Padre Marcelo Rossi
quarto: Zezé Di Camargo
quinto: William Bonner
sexto: Sílvio Santos
sétimo: Ivete Sangalo
oitavo: Gugu Liberato
nono: Dunga
décimo: Datena
Entre pessoas com ensino superior completo e renda de mais de 20 salários mínimos
Chico Buarque
William Bonner
Caetano Veloso
Roberto Carlos
Lula
Padre Marcelo Rossi
Ivete Sangalo
Sílvio Santos
Dunga
Paulo Coelho
Fica difícil até comentar isso... Não sei qual das listas é pior.
As duas tem Lula, Roberto Carlos, William Bonner, Padre Marcelo Rossi, Ivete Sangalo, Dunga e Silvio Santos. Tirando o Lula, o resto é o resultado da massificação da televisão - são todos da Globo (ou maciçamente explorados por ela), menos o Sílvio, que tem sua própria rede.
As diferenças são Zezé de Camargo, Gugu e Datena (pobres) e Chico Buarque, Caetano Veloso e Paulo Coelho (ricas). Segundo escalão televisivo x Pseudo-intelectualidade burguesa.
Conclusão: Globo rulez.
Como comentou meu amigo Abel, "É de chorar no cantinho."
Feliz 2010.
P.S. Hoje estreia, aliás, "Lula, Filho do Brasil". A conferir.
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
1ª Confecom: o Brasil que a mídia monopolista escondeu
Os barões da mídia tiveram que se confrontar, durante os debates da 1ª Confecom, com um Brasil ausente do noticiário impresso e eletrônico. É o Brasil real, inquieto, insubordinado e em profunda transformação, e do qual eles, os monopolistas da comunicação, não gostam.
Por José Carlos Ruy (do Portal Vermelho)
Terminada a conferência, feito júpiteres olímpicos, lançaram seus raios condenatórios contra a reunião e contra os que participaram dela e aprovaram teses contarias aos interesses dos monopolistas. O jornal O Globo puxou uma ladainha patronal unânime ao caracterizar as medidas aprovadas "restritivas à liberdade de imprensa, de expressão e da livre iniciativa". O editorial do Jornal Nacional do dia 16 tentou — como era previsto — desqualificar a conferência. Alegou que sua representatividade estava "comprometida" pois "seis das mais importantes entidades empresariais" deixaram de participar dela por considerarem “as propostas de estabelecer um controle social da mídia uma forma de censurar os órgãos de imprensa, cerceando a liberdade de expressão, o direito à informação e a livre iniciativa, todos previstos na Constituição”.
A Associação Nacional dos Jornais (ANJ) e a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert, cujo principal membro é a Rede Globo) chamaram de “preocupante” e um “retrocesso” o resultado da conferência. A revista Veja, um notório baluarte dos interesses mais conservadores em nossa sociedade, comparou em seu site o modelo "da imprensa com que sonham os representantes formais da esquerda no Brasil" ao diário cubano Granma, e disse que a cara desse modelo "é de arrepiar". Para Veja, o resultado "do encontro foi um funesto documento que revela quão vigorosamente os impulsos totalitários correm na veia da maioria de seus signatários". O título do editorial da edição seguinte à Confecom (a Carta do Leitor da edição de 23/12/2009) assegurava: "Eles querem banir a liberdade de imprensa", com propostas "estapafúrdias" para "amordaçar a imprensa"; no final, pediu o enterro "do entulho autoritário, socializante e retrogrado produzido na Confecom". O Estado de S. Paulo, quase sempre sóbrio em seus editoriais, perdeu as estribeiras e disse que a medida mais sensata do governo seria, andar "para a lata do lixo" todas as propostas aprovadas pela Confecom.
O motivo de toda esta aversão fica nítido quando se examina a lista das principais teses aprovadas na semana passada em Brasília. Elas incluem desde a criação do Conselho Nacional de Comunicação (que o baronato midiático tenta desqualificar chamando-o de Conselho Federal de Jornalismo para lembrar a proposta que foi debatida em 2004 e teve repulsa geral), uma nova Lei de Imprensa, o código de ética para o jornalismo (com a garantia explícita do direito de resposta do acusado por matéria jornalística, a definição de abuso do direito de liberdade de imprensa e as penalidades no caso de transgressões devidamente comprovadas), a cláusula de consciência (inaceitável para os patrões, costumeiros em impor aos jornalistas pautas que afrontam sua consciência, sua ética e suas convicções), a cota de 10% da programação educativas, culturais, informativas e artísticas no rádio e na tevê e de 50% de programação nacional nos pacotes de tevê por assinatura, a redução de 30% para 10% a presença de capital estrangeiro nas empresas brasileiras de comunicação, além de medidas que favorecem a rádio e tevê comunitárias (as propostas aprovadas foram listadas no artigo “Veja quais foram as bandeiras históricas aprovadas na Confecom”, de Cristina Charão, do Observatório do Direito à Comunicação, republicada no Vermelho).
Um dos saldos da Confecom foi explicitar a alienação profunda dos monopolistas brasileiros da mídia em relação ao Brasil e a seu povo, cuja imagem real não é aquela que seus meios de comunicação noticiam. Os delegados presentes à Confecom (não só da sociedade civil, mas também muitos empresários pequenos e médios) reiteraram a exigência de democratização profunda deste chamado "quarto poder" constituído pela mídia. Ele é um dos únicos "poderes", ou uma das únicas "instituições", que não viveram as mudanças democráticas do quarto de século desde o final da ditadura militar de 1964, e que vivem ainda num mundo onde impera a lógica coronelística anterior mesmo à revolução liberal de 1930. O Brasil está mudando e precisa de uma comunicação atualizada com suas novas exigências de aprofundamento da democracia, salvaguarda dos interesses populares e nacionais, e defesa da nação. O que se assistiu em Brasília, durante 14 a 17 de dezembro, foi a manifestação de que a mídia dominante não serve para isso, e precisa ser mudada. Desse ponto de vista, a 1ª Confecom foi vitoriosa, principalmente pela aprovação de medidas capazes de subordinar o caráter empresarial da mídia à sua função constitucional de informar livre, ampla e multilateralmente.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Resumo da CONFECOM no Jornal Nacional de ontem
Fátima: "Foi encerrada ontem a Conferência Nacional de Comunicação. Mais de 600 propostas foram aprovadas, como o Observatório Nacional de Direitos Humanos, que acompanhará a programação das TVs, e uma reedição da Lei de Imprensa - como a que foi anulada pelo Supremo por ser inconstitucional."
Bonner: "É, mas não temam, amiguinhos. Nada disso valeu. Porque a Globo não quis brincar."
Fátima: "Ufa! Já estava com medo de perder o emprego...!"
Bonner: "Vamo pulá! Vamopulá, vamopulá, vamopulá..."
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