terça-feira, 12 de julho de 2011

Quem não acredita no amor entre pessoas do mesmo sexo

Faço questão aqui de repostar um texto do Vitor Angelo:

As redes sociais espalharam esse vídeo. Nele, um garoto que nunca viu um casal gay fica admirado como quem vê um rinoceronte ou um arco-íris pela primeira vez. E questiona:



O filósofo francês Jean-Jacques Rousseau formulou, no século 18, a teoria do bom selvagem. Nela, todo homem nasce naturalmente bom, a sociedade é que o corrompe. O iluminista assim como o senso comum até hoje enxerga na criança um ser dotado de pureza. Mesmo com Freud, um século depois, sexualizando os pequenos, a imagem de inocência permanace no imaginário popular e de alguns estudiosos contemporâneos.

Mas um pouquinho distante dessas teses, o que podemos notar no vídeo é o trabalho que a criança faz com os dados que têm. Isto é, ela age como um viajante diante do desconhecido e usa referências que possui e conhece para entender o estranho, o estrangeiro. O menino se comporta quase como um antropólogo que visita pela primeira vez uma nova tribo e tem como regra estranhar o que é comum a ele e não aos índios, pois só assim ele entenderá a universalidade do conceito ser-humano.

O que a criança tinha de conhecimento? Um casal é feito por esposa e marido e ainda, eles ficam juntos porque se amam. Através dessas premissas, o menino conclui que pode existir casais do mesmo sexo - pois está vendo empiricamente um na sua frente -, e eles só são casais porque se amam. Ele só chega a esse resultado de pensamento porque alarga os conceitos de seu mundo, isto é, os estranha e permite a novidade. Com esse exercício, ele também ressalta a universalidade do amor, ela permanece intacta, para todos (o mundo do garoto e do casal gay / o que é conhecido e o que é estrangeiro) e em todos os tempos.

Essa lógica aparentemente simples feita pelo menino traduz a complexa construção mental dos que aceitam e dos repudiam casais do mesmo sexo. Os primeiros estão dentro da chave do amor, isto é, dos que permitem no seu mundo aquilo que é estranho e os segundos residem na intolerância pois nada que é diferente - o medo do estranho - ou estrangeiro a eles pode ter sua existência permitida, legalizada, vivenciada. Isso também explica – em parte - como muito do sentimento homofóbico está conectado com o racismo, a misogenia e a xenofobia, pois procedem da mesma raiz de pensamento.

Escrito por Vitor Angelo às 22h37

Assinadíssimo embaixo!

Um comentário:

Lady Gaga do Barro & Barrigoncê disse...

bom dia deco estou indiguinado com um tal de Luiz felipe pondé ,não sei se vc vui o que saio no jornal folha de são paulo na segunda feira 11 de julho de 2011 , olha la precizamos fazer alguma coisa ... depois me manda a resposta ok bjus
bom dia .......

Ocorreu um erro neste gadget