quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Os Héteros estão na pior?

Nos últimos dias, a blogosfera (e a facebookosfera) tem estado em polvorosa por causa da aprovação, pela Câmara de Vereadores de São Paulo, do Dia do Orgulho Hétero.

Afora a óbvia indignação geral, alguns blogueiros, como o Vitor Ângelo, da FOLHA, começaram a se perguntar... Os Héteros estão tão na pior assim, a ponto de precisarem chamar atenção para si mesmos? Será que que eles realmente temem que sem a aniquilação completa da diversidade, o projeto de procriação contínua da humanidade estaria comprometido?

Outro dia eu li que o famoso Dr. Kinsey, autor de "Sexual Behaviour of the Human Male" - estudo que tem fundamentado tudo o que se diz sobre sexualidade masculina desde meados do século passado - afirmou em seu livro que o motivo pelo qual homofóbicos se opõe a homossexualidade é bem simples: o medo do crescimento da atividade homossexual. Conclui o Dr. Kinsey que com menos homofobia haveria muito mais homossexualidade. Ao se remover a pressão social que reprime a atração pelo mesmo sexo, o desejo homossexual cresceria e se espalharia naturalmente em larga escala.

Por outro lado, a heterossexualidade parece estar em baixa: os vultosos recursos investidos pela sociedade e a mídia na promoção da heterossexualidade (vide comerciais de cervejas e carros - e agora esse Dia do Orgulho HT...) só pode levar a crer que a heterossexualidade é uma orientação pouco atrativa, e que a população tem que ser constantemente bombardeada com os valores heterossexuais para poder se manter nesse rumo...

Será o fim dos héteros?

Interessante esse ponto de vista. Segundo o Dr. Kinsey, o ser humano só procria por obrigação, não por gosto. A sociedade tem que ser constantemente forçada a copular com pessoas do sexo oposto - daí o interesse hegemônico em sufocar a homossexualidade. Faz todo sentido!! É muuuuuuito mais legal ser gay do que ser hétero! ESSE é o grande segredo que tentam esconder a todo custo. 

Para o bem de todos e felicidade geral da Nação, é preciso que todos continuem pensando que ser gay é errado, é pecado, é vergonhoso. Que os gays se matem e sejam assassinados, para que a massa copule e popule o mundo de pequenos novos consumidoreszinhos...  

Tadinho dos héteros.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Toni Reis: "Unidade na ação para diminuir a homofobia"

Publico esse artigo extremamente lúcido do Toni Reis, presidente da ABGLT. Assino embaixo, claro. ~ Deco


Toni Reis*

Algumas pessoas se dizem descontentes com o trabalho do movimento LGBT. Porém, geralmente essas pessoas que ficam reclamando fazem pouco ou nada para melhorar a situação. Ou são autonomistas que não têm base social, ou não participam de reuniões periódicas de base. Essas pessoas geralmente não conhecem a realidade em que milhões de LGBT estão inseridos, algumas nunca atenderam o apelo desesperado de uma vitima da homofobia.

É importante lembrar para as pessoas que fazem criticas construtivas, que elas não se encaixam nas observações anteriores.

É necessário ter planejamento para atingir nossos sonhos. Você tem planos e idéias para melhorar a situação LGBT no Brasil?

Você tem um site que ajuda a construir o movimento? Ou você só quer detonar o que está sendo feito? Você já escreveu para Bolsonaro, Miriam Rios, Du Loren ou Malafaia protestando, ou fica esperando que os(as) outros(as) façam o que você poderia fazer? Você já protestou contra um vereador da sua cidade, ou um deputado do seu estado? Já parabenizou parlamentares aliados, ou prefere dizer que eles poderiam fazer melhor? Quantas cartas abertas você já escreveu? Quando uma organização LGBT pediu a sua opinião ou colaboração, você contribuiu ou só ficou falando depois como as coisas deveriam ter sido feitas. Quando convidaram para organizar a Parada LGBT em sua cidade, você ajudou ou simplesmente saiu falando que é um carnaval fora de época?

Você já aceitou assumir um cargo em uma organização LGBT? Ou recusou alegando falta de tempo e depois saiu criticando com afirmações do tipo: “essa turma quer é ficar sempre nos cargos"? Quando as pessoas estiverem trabalhando com boa vontade e com interesse para que tudo corra bem, há quem afirma que a entidade está dominada por um grupinho. Você já fez isto? Também há quem não lê o que é postado nas listas de e-mail e depois fica reclamando que nunca é informado de nada. Você já fez isto?

Quando há divergências com uma pessoa da diretoria ou da entidade, você procura com toda intensidade vingar-se na organização e nas listas de discussão e boicotar seus trabalhos, inclusive colocando as outras entidades congêneres contra?

E quando cessarem as publicações, os projetos, as reuniões e todas as demais atividades, enfim, quando nossa entidade morrer, você é daqueles que estufa o peito e afirma com orgulho: ‘’Eu não disse?’’?

Às pessoas que ficam reclamando, sugiro a leitura do texto abaixo, baseado em artigo sobre as obras de Erika Andersen e publicado no site Olhar digital;

Dica um: Tenha objetivos razoáveis na militância.
O (a) Ativista precisa entender exatamente o que o(a) inspira e qual o trabalho que pode dar mais prazer no futuro para definir um trabalho social e ideal. E precisa ser realista em seus objetivos: se sua ambição é criminalizar a homofobia, você pelo menos tem que falar com os(as) congressistas senadores(as), deputados (as). Com quantos(as) você já conversou sobre o assunto? Vai depender deles os votos.

Pense no trabalho baseado nos conhecimentos que já possui, experiências e interesses, além de, obviamente, descobrir ser tem os recursos necessários para trabalhar na área desejada. Busque apoio nas boates, saunas e sites LGBT. Eles(as) podem ajudar muito.

Foque no que você gostaria realmente de fazer e que acha ser possível. Aconselho que o(a) militante escreva suas principais conclusões e, a partir daí, trace um plano de ação para atingir seus objetivos, em determinado tempo. Se seu objetivo vai depender de formar uma ONG ou ganhar muito mais experiência profissional, pense em algo de longo prazo. Já se você quiser fazer um simples avanço em que está sendo feito, junte-se a quem está trabalhando É muito difícil trabalhar em grupo, mas, no final é gratificante. Temos hoje nove redes nacionais LGBT no país e 302 ONG registradas, e 35 fóruns informais, e mais 167 listas LGBT e muitas comunidades no Face book e Orkut e outras redes sociais.

Dica dois: Seja honesto sobre os obstáculos
Infelizmente tem homofobia para todo mundo trabalhar.

Depois de ter uma clara ideia de que gostaria de conseguir e quanto tempo vai ser necessário para atingir o trabalho dos sonhos, se prepare para as barreiras que podem surgir no caminho. Eu sugiro que você enxergue os obstáculos na política, nos recursos e nas pessoas.

Entre os exemplos de situações que precisam ser analisadas, destaco que o(a) ativista deve enxergar se a cidade o estado em que mora tem espaço para o trabalho que quer fazer, se está disposto a abrir mão de parte do salário atual para entrar em uma nova área; se vai ter dificuldade para aprender novas coisas que serão fundamentais na área que pretende seguir, entre outros. Lutar pelo coletivo, é só receber críticas, geralmente. O que você fizer receberá 97% de criticas e 3% de reconhecimento.

Dica três: Organize o plano de ação e vá à luta
Após entender exatamente o que quer fazer e quais os obstáculos vai enfrentar pela frente, o(a) ativista deve detalhar todos os esforços que serão necessários, na ordem correta, para atingir os objetivos.

Por exemplo, se você descobre que precisa buscar conhecimentos adicionais para atingir a cidadania dos sonhos, deve traçar um plano de ação específico para isso, em ordem cronológica. Como exemplo: 1) falar com as pessoas no movimento LGBT para entender o que elas pensam que é mais importante em termos de conhecimento e formação; 2) pesquisar os cursos e encontros específicos; 3) definir quais são as opções razoáveis em termos de tempo e dinheiro; 4) determinar a melhor opção.

Concluir a decisão de definir os rumos da própria atuação como ativista serve como um estímulo para qualquer militante. “Minha experiência é que muitas coisas boas se seguem a isso: mais energia, aumento da autoconfiança, moral elevada e uma excelente sensação de sucesso”.

Estamos firmes na luta pela cidadania plena LGBT.

*Toni Reis
Presidente da ABGLT

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Felipe Duarte (1993-2011)

  
Felipe Duarte, morto aos 18

O post de hoje eu escrevo em choque. Estão vendo o menino acima? Pois ele foi morto, a facadas, na última segunda-feira.

O crime aconteceu na cidade de São João del-Rei, no sudeste de Minas. O assassino, Rubens Ribeiro Resende, de 31 anos, apresentou-se na polícia civil e, mesmo confessando o crime (!!!), foi liberado. E o pior: Testemunhas do assassinato estão recebendo ameaças de morte, entre elas um adolescente de 15 anos.

E esse cara está nas ruas.

Segundo o MGRV (Movimento Gay da Região das Vertentes), Rubens vinha mantendo um relacionamento com Felipe e não aceitou o término desse relacionamento - principalmente ao descobrir que foi trocado pelo jovem de 15.

Segundo amigos, "o relacionamento foi marcado pela violência, anulação do afeto, manifestação do machismo. Aquele mesmo machismo que faz o homem bater na mulher, assassinar a mulher. O machismo que projeta nas mulheres e gays a imagem de servis, de fracos, de objetos que estão ali para satisfazer os desejos e vontades do macho dominador, mandante da relação, que se sente dono do outro ser humano."


Tenho certeza que tem gente que vai dizer que o crime foi passional, briga de namorados, que não teve nada de homofobia. Será?

Esse assassino me parece ser do tipo HSH - Hétero que faz Sexo com Homens. Do tipo machão, que odeia o feminino - em si mesmo e nos outros. Matou o ex a facadas, agrediu o adolescente a pauladas e ameaça matá-lo e ainda ameaça duas amigas e o pai da vítima. As famílias todas estão em pânico, vários BOs já foram feitos, autoridades todas mobilizadas - mas ninguém faz nada. E ainda tem o garoto de 15 anos sendo ameaçado de morte...

Como diz a Katylene, CADÊ O GOVERNO? Vai ser preciso morrer OUTRO adolescente em São João del-Rei pra tal da "comoção pública" se manifestar?

Se o PLC 122 estivesse em vigor, talvez a caracterização do crime como homofóbico impedisse ese marginal de sair andando, livre, da delegacia...

Mas nada vai trazer o Felipe de volta. =/

ATUALIZANDO: Faltou uma reflexão nesse post. Faltou ressaltar como os mais jovens são também os mais vulneráveis... Sofrem violência dos pais, de quem dependem; sofrem violência na escola, onde deveriam estar seguros; e sofrem violência na mão desses caras que só querem possuí-los, no pior dos sentidos. E quem apoia essa galerinha?

Quem apoiou o Felipe?

Fuja dessas furadas! Não se meta em relacionamentos com caras metidos a hétero, principalmente se forem muito mais velhos. Não se deixe envolver em namoros abusivos, agressivos, violentos. Seja mais você. E procure os grupos que se organizam e lutam por seus direitos. Procure-nos.

Beijo do Deco =]
(saiba mais sobre o caso no blog do Carlos Bem, do MGRV)

terça-feira, 19 de julho de 2011

19/07 - Dia da Juventude LGBT

 
Os jovens mártires Mahmoud e Ayaz

Hoje, 19/07, é o Dia da Juventude LGBT. A data, celebrada por grupos jovens de todo o mundo, é em homenagem a Mahmoud Asgari, 18, e Ayaz Marhoni, 16, enforcados no Irã em 2005 apenas por serem gays...

Aqui em Campinas, vamos realizar um piquenique dia 31, pra gurizada LGBTeen da região. Kem vem??

Celebrando a vida!
 

terça-feira, 12 de julho de 2011

Quem não acredita no amor entre pessoas do mesmo sexo

Faço questão aqui de repostar um texto do Vitor Angelo:

As redes sociais espalharam esse vídeo. Nele, um garoto que nunca viu um casal gay fica admirado como quem vê um rinoceronte ou um arco-íris pela primeira vez. E questiona:



O filósofo francês Jean-Jacques Rousseau formulou, no século 18, a teoria do bom selvagem. Nela, todo homem nasce naturalmente bom, a sociedade é que o corrompe. O iluminista assim como o senso comum até hoje enxerga na criança um ser dotado de pureza. Mesmo com Freud, um século depois, sexualizando os pequenos, a imagem de inocência permanace no imaginário popular e de alguns estudiosos contemporâneos.

Mas um pouquinho distante dessas teses, o que podemos notar no vídeo é o trabalho que a criança faz com os dados que têm. Isto é, ela age como um viajante diante do desconhecido e usa referências que possui e conhece para entender o estranho, o estrangeiro. O menino se comporta quase como um antropólogo que visita pela primeira vez uma nova tribo e tem como regra estranhar o que é comum a ele e não aos índios, pois só assim ele entenderá a universalidade do conceito ser-humano.

O que a criança tinha de conhecimento? Um casal é feito por esposa e marido e ainda, eles ficam juntos porque se amam. Através dessas premissas, o menino conclui que pode existir casais do mesmo sexo - pois está vendo empiricamente um na sua frente -, e eles só são casais porque se amam. Ele só chega a esse resultado de pensamento porque alarga os conceitos de seu mundo, isto é, os estranha e permite a novidade. Com esse exercício, ele também ressalta a universalidade do amor, ela permanece intacta, para todos (o mundo do garoto e do casal gay / o que é conhecido e o que é estrangeiro) e em todos os tempos.

Essa lógica aparentemente simples feita pelo menino traduz a complexa construção mental dos que aceitam e dos repudiam casais do mesmo sexo. Os primeiros estão dentro da chave do amor, isto é, dos que permitem no seu mundo aquilo que é estranho e os segundos residem na intolerância pois nada que é diferente - o medo do estranho - ou estrangeiro a eles pode ter sua existência permitida, legalizada, vivenciada. Isso também explica – em parte - como muito do sentimento homofóbico está conectado com o racismo, a misogenia e a xenofobia, pois procedem da mesma raiz de pensamento.

Escrito por Vitor Angelo às 22h37

Assinadíssimo embaixo!

quarta-feira, 6 de julho de 2011

LEI ALEXANDRE IVO

Nos últimos dias, fomos tomando ciência de que o PLC 122 tinha subido no telhado. Pelo menos com esse nome. Segundo a relatora Marta Suplicy e o presidente da ABGLT, Toni Reis, seria muito complicado aprovar o PLC 122 depois da demonização que os evangélicos conseguiram fazer. Basta dar uma googlada por "pl 122" para entender o que digo... A proposta seria apresentar um novo texto para o projeto, uma outra numeração, e recomeçar o diálogo - inclusive com a bancada evangélica, do zero.

Aí hoje eu comecei a pensar algo... Não tem a Lei Maria da Penha? Ninguém sabe o número, mas todo mundo a conhece e sabe pra que serve. É impossível deixar de pensar na mulher e na violência que ela sofreu só de ouvir o nome da lei. E me deu um estalo: Temos que sair da frieza dos números para a realidade da carne!

EU APOIO A LEI ALEXANDRE IVO!!!


Eu proponho que a PLC 122 ou qualquer que venha a ser a lei aprovada que torne a homofobia CRIME seja chamada de "Lei Alexandre Ivo."

Quero ver os religiosos fazerem campanha contra o nome de um menino de 14 anos, morto estrangulado por 3 brutamontes homofóbicos...

Se vc também apoia a LEI ALEXANDRE IVO, curta, comente e compartilhe!!

ATUALIZAÇÃO: Acabo de receber por e-mail a proposta do texto da nova lei, que substituirá o PLC 122. Ou seja, com vocês, a...

LEI ALEXANDRE IVO
EMENDA - CDH (SUBSTITUTIVO)
Projeto de Lei da Câmara 122, de 2006

Criminaliza condutas discriminatórias motivadas
por preconceito de sexo, orientação sexual ou
identidade de gênero e altera o Decreto-Lei nº
2.848, de 7 de dezembro de 1940 – Código Penal
para punir, com maior rigor, atos de violência
praticados com a mesma motivação.


O CONGRESSO NACIONAL decreta:



Art. 1º Esta Lei define crimes que correspondem a condutas discriminatórias motivadas por preconceito de sexo, orientação sexual ou identidade de gênero bem como pune, com maior rigor, atos de violência praticados com a mesma motivação.


Art. 2º Para efeito desta Lei, o termo sexo é utilizado para distinguir homens e mulheres, o termo orientação sexual refere-se à heterossexualidade, à homossexualidade e à bissexualidade, e o termo identidade de gênero a transexualidade e travestilidade.


Discriminação no mercado de trabalho
Art. 3º Deixar de contratar alguém ou dificultar a sua contratação, quando atendidas as qualificações exigidas para o posto de trabalho, motivado por preconceito de sexo, orientação sexual ou identidade de gênero:


Pena – reclusão, de um a três anos.


§ 1º A pena é aumentada de um terço se a discriminação se dá no acesso aos cargos, funções e contratos da Administração Pública.


§ 2º Nas mesmas penas incorre quem, durante o contrato de trabalho ou relação funcional, discrimina alguém motivado por preconceito de sexo, orientação sexual ou identidade de gênero.


Discriminação nas relações de consumo
Art. 4º Recusar ou impedir o acesso de alguém a estabelecimento comercial de qualquer natureza ou negar-lhe atendimento, motivado por preconceito de sexo, orientação sexual ou identidade de gênero:


Pena – reclusão, de um a três anos.


Indução à violência
Art. 5º Induzir alguém à prática de violência de qualquer natureza motivado por preconceito de sexo, orientação sexual ou identidade de gênero:


Pena – reclusão, de um a três anos, além da pena aplicada à violência.


Art. 6º O Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 – Código Penal, passa a vigorar com as seguintes alterações:


“Art. 61.......


II...............


m) motivado por discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, origem, condição de pessoa idosa ou com deficiência, gênero, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero.”


Art. 121..


§ 2º...........


VI - em decorrência de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, origem, condição de pessoa idosa ou com deficiência, gênero, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero.” (NR)


Art. 129...


§ 9o Se a lesão for praticada contra ascendente, descendente, irmão, cônjuge ou companheiro, ou com quem conviva ou tenha convivido, ou, ainda, prevalecendo-se o agente das relações domésticas, de coabitação ou de hospitalidade ou em motivada por discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, origem, condição de pessoa idosa ou com deficiência, gênero, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero.” (NR)


Art. 140.


“§ 3º Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião, origem, condição de pessoa idosa ou com deficiência, gênero, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero:


....” (NR)


“Art. 288....


Parágrafo único – A pena aplica-se em dobro, se a quadrilha ou bando é armado ou se a associação destina-se a cometer crimes por motivo de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, origem, condição de pessoa idosa ou com deficiência, gênero, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero.


Art. 7º Suprima-se o nomem iuris violência doméstica que antecede o § 9º, do art. 129, do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 – Código Penal.


Art. 8º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.


Sala da Comissão,


Presidente Frente LGBT