segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Jovens LGBT saem às ruas e lutam por direitos

  
Tradicional ponto de chegada da Parada LGBT de Campinas,
o Largo do Rosário foi um dos palcos de protestos
Foi lindo.

Era um domingo comum, pra muita gente. Mas pra dezenas de jovens gays, lésbicas, bissexuais, transexuais e transgêneros foi dia de sair às ruas e lutar por seus direitos. Por mais direitos? Não, pelos direitos que já lhe pertencem e são cotidianamente negados.

Galera toma uma das principais avenidas de Campinas
para lutar pelos direitos dos jovens LGBT

"Direito de estudar, por exemplo," cita a drag queen Lohren Beauty, presidente do E-JOVEM. "Muitos largam a escola por sofrerem homofobia ou por não aguentarem as piadinhas sobre sua sexualidade - que muitas vezes acabam virando agressões verbais e até físicas."

O E-CAMP, Grupo E-jovem em Campinas, ocupando o monumento a Carlos Gomes, no marco zero da cidade (e ponto de encontro LGBT), a Praça Bento Quirino. Sentada, de guarda-chuva, Lohren Beauty

"Muita gente não sabe ou tem vergonha de ir pra rua protestar," afirma Max Rodrigues, de apenas 13 anos, coordenador do E-CAMP. "Mas esse é mais um direito nosso, além de saúde, educação e respeito da família."

Vitória, 15 anos, estava na manifestação lutando pela visibilidade de adolescentes e jovens transexuais. "Jovens trans existem. Não finjam que não veem," escreveu ela em seu cartaz.

Vitória com seu cartaz na passeata:
"Jovens trans existem - não finjam que não veem"

Todos os participantes puderam fazer cartazes e colocar pra fora toda a sua indignação com a falta de respeito aos direitos dos jovens LGBT. Um deles chamava para a família a responsabilidade pelos jovens gays que se suicidam. Muitos clamavam por direitos iguais para todos, por respeito, por liberdade.


Antes da manifestação, Oficina de Cartazes. À esquerda, Max Rodrigues, 13,
coordenador do E-CAMP (incorporando seu alter ego Karina Beauty)

No final, ficou, em muitos, a descoberta de que é botando a boca no mundo que se começa a fazer alguma coisa de concreto para mudar a nossa realidade. Ficou o aprendizado de como fazer uma mobilização e o gostinho de "Quando vai sera próxima?"

Essa é uma galera que já tem passage garantida pra Marcha LGBT a Brasília, em maio deste ano...

Parte da galera E-jovem, pouco antes de sair pra manifestação,
onde todos vestiram rosa em protesto contra a heteronormatividade
    

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